Como mencionei em post’s anteriores, realizei minha primeira grande viagem de moto. Abaixo descrevo dia a dia dessa viagem.
DIA 22
Saída as 07:33.
Viagem tranquila. Rodovia em boas condições. Algumas interrupções por conta de obras na estrada entre a Lapa e União da Vitória.
Almocei no restaurante turístico da usina eólica de Palmas.
No final da tarde, no trevo da cidade de Pato Branco, uma torrencial chuva de verão me obrigou a ficar quase uma hora parado em um posto de combustível.
Aqui começou uma pequena história de coincidências.
Enquanto esperava a chuva passar, diversos carros chegavam e saiam do posto. Num destes, o motorista, vendo eu vestido com impermeável, sentado perto de uma moto carregada de bagagem, veio puxar conversa comigo. Ao final, me presenteou com um exemplar de uma revista de fotojornalismo, voltada para o motociclismo, chamada Demoto. Ele se apresentou como Capitão, e informou ser o fotógrafo da revista.
Até aí tudo normal.
No entanto, no dia 29, após retornar para casa, fui ler meus email’s. Entre eles, estava mais um do meu amigo Maçaneiro, colega aposentado da Caixa e presidente do RotaX, Moto Clube do qual sou membro, contando sua viagem de mais de 4.000 km’s. Atualmente está em Fortaleza e tenho seguido a aventura dele, mas tinha parado no período da minha viagem.
Fui ao blog dele para ler mais e na parte que abrangia o período de Natal, o Maçaneiro colou diversos email’s de congratulações recebidos. Um deles me chamou a atenção, pois era de um amigo dele, de Pato Branco, mencionando o 3º Moto Pato, assinando como Capitão.
Enviei um email para o Maçaneiro contando a história e ele me confirmou que o Capitão da mensagem de Natal é o mesmo Capitão da revista Demoto, portanto, o mesmo Capitão com quem conversei no posto.
Realmente, o mundo é pequeno.
DIA 23
Visitei Francisco Beltrão, que está muito diferente.
Visita ao morro do Calvário e a torre da concatedral. Esta tem 100 metros de altura e um mirante a 72 metros, fechado com vidros e um a 75 metros, aberto, apenas gradeado.
Se for visitar a torre em dia de sol forte, prefira o mirante aberto, pois alguém esqueceu de prever uma ventilação no mirante fechado e com o sol ele vira uma estufa.
Mas a visão da cidade é muito bonita.
DIA 24
Visitei a cratera meteórica de Vista Alegre, um dos objetivos da minha viagem.
Nada demais. O local não é explorado turisticamente, não havendo nenhum mirante para visualizar a cratera. Para fotografar, tem que improvisar, parando nos acostamentos minúsculos da estrada.
Neste dia descobri que o clima na região é limpo de manhã e início da tarde, mas chove ao final do dia. Fato que se repetiu todos os dias em que estive na região. Depois deste dia, todos os outros passeios foram pela manhã.
DIA 25
Passeio pela cidade e visita ao parque Alvorada, muito parecido com o parque Bacacheri.
Uma coisa curiosa. Na entrada do parque tem um placa com os dizeres FAVOR MANTER SENTIDO ÚNICO DE CAMINHADA. Como assim? Se eu for o primeiro a chegar e resolver caminhar no sentido anti-horário, todos os que chegarem depois tem que caminharem no sentido anti-horário também? E se alguém já estiver caminhando no sentido horário eu não posso caminhar no sentido anti-horário? Acho que estão extrapolando na tentativa de controlar as pessoas.
Dei risada, tirei uma foto da placa e caminhei no senti anti-horário. Não vi se tinha alguém caminhando no mesmo sentido ou não.
DIA 26
Tour de 250 quilômetros pela região, passando por Dois Vizinhos, indo em seguida até a usina hidroelétrica de Salto Santiago e retornando pela cratera de Vista Alegre novamente.
Dois sustos na ida. Uma curva muito fechada e que passei a centímetros de entrar no acostamento, o que significaria queda na certa. Felizmente deitei mais a moto e consegui fazer a curva. Em seguida um aviso do que aconteceria no dia seguinte. Vi uma paisagem que achei bonita e fui para o acostamento, para fotografar. Encontrei pedregulhos no acostamento. A moto dançou e quase foi ao chão. Segurei ela no braço em um angulo muito inclinado. Não caímos mas minhas costas estão até hoje reclamando.
DIA 27
Visita a Usina de Salto Caxias e retorno por Ampére.
Apesar do aviso do dia anterior, não teve jeito, sofri uma queda no acostamento por conta de pedregulhos. Desta vez não tive como segurar a moto. Ralei a perna direita, quebrou o pisca esquerdo e queimou a luz baixa do farol. Descobri que o kit de primeiro-socorros necessita de um desinfetante com anestésico. Como estava perto, continuei até a Usina de Salto Caxias. Depois retornei até Nova Prata do Iguaçu, para arrumar a moto e continuar o passeio
Ao final do passeio eu completei 1.150 km’s de viagem.
DIA 28
Descanso para a viagem do dia 29.
Fiz apenas um passeio a pé pela cidade.
Apesar do calor, pouca cerveja para garantir o bem estar físico para a viagem de retorno.
DIA 29
Viagem de retorno. Saí de Francisco Beltrão as 06:44.
A volta por Santa Catarina foi maior que o planejado. Por erro no trevo de São Lourenço do Oeste, fui para uma direção diferente do planejado. Deveria pegar a SC-480 mas peguei a SC-468. Quando descobri, tomei a decisão de continuar em frente, seguindo até o trevo com a BR-282. Caminho que teria 94 km aumentou para 128 km, diferença de 34 km. O retorno me custaria quase a mesma distância a mais.
Visitei a cratera meteorítica de Vargeão, que assim como a de Vista Alegre, não é aproveitada turisticamente. A melhor visão foi em uma estrada de paralelepípedos, na saída da cidade.
A entrada em Videira para almoçar me custou mais 9 km.
Um novo erro, agora no trevo de Lebon Regis me custou mais 68 km. Eu deveria pegar a SC-302 para a direita mas peguei para a esquerda. Quando percebi, precisei voltar, pois neste caso, continuar enfrente era inviável para a viagem.
O erro em Lebon Régis foi erro de marinheiro de primeira viagem. Culpa totalmente minha. Pois se eu tivesse parado e consultado o mapa saberia que deveria pegar a direita no trevo. Já, o erro em São Lourenço do Oeste foi mais culpa da falta de sinalização no trevo, que só informava que o caminho a esquerda era para entrar na cidade, não informando que também era o caminho para a SC-480.
No entanto, os dois erros seriam sanados facilmente se o acesso a internet via celular que eu tinha planejado usar tivesse funcionado.
Fui obrigado a procurar e comprar um chip de alguma operadora que oferecesse acesso a internet em celular pré-pago porque a Vivo, minha operadora atual, não tem pacote para pré-pago. Fail total da Vivo que tem pacote pré-pago para notebook e computador, mas para celular somente se for pós-pago.
Fiquei entre a Claro e Tim. Escolhi a Claro porque um amigo do meu filho disse que o acesso dele funcionava perfeitamente.
Mas por incompetência da Claro, a internet não funcionou comigo. Debitaram certinho do meu saldo o pacote de serviço de acesso a internet que comprei mas não me entregaram o serviço. Abri protocolo e nada de resolverem o problema. Resultado: fiquei sem acesso a internet, que eu pretendia utilizar para atualizar o blog e o twitter, bem como conferir a rota da viagem.
Assim, Até o meio da tarde, minha rota estava 115 km mais longa e umas duas horas atrasada.
Por conta disso, após a chegada a BR-116, minha preocupação era apenas chegar em casa. Nada de parar para fotografar e apreciar a paisagem. Pelo menos a estrada está em boas condições, pois foi privatizada. Ao contrário das SC-468 e BR-282, que estavam ruins.
Com apenas uma parada em Mafra, para reabastecer e lanchar, toquei direto os 240 km da BR-116, tendo chegado em casa as 19:32, totalizando 1.951 km rodados.
Esta que eu quero que seja apenas a primeira de minhas grandes viagens de moto, serviu muito bem como aprendizado, para uma melhor preparação para as próximas.
Valeu para mostrar o que acertei e o que errei no planejamento. Mas isso fica para um post próximo.
Números finais:
1.951 km’s rodados
70,43 litros de combustível gastos
27,70 km/litro
Gastos:
R$ 172,94 de combustível
R$ 8,65 de pedágio
R$ 33,00 de alimentação
R$ 12,00 de conserto da queda
As fotos que ilustram este post são apenas algumas, da totalidade. Vejam as demais no álbum do Picasa.