Blog do Zoltral

Outubro 1, 2009

Romances Planetários da série Perry Rhodan

Arquivado em: Livros — Tags:, , , , — zoltral @ 12:32 am

Como já mencionei, Perry Rhodan é uma série de ficção científica alemã, publicada desde 1961. Neste 48 anos de histórias, com mais de 2500 volumes publicados, é natural que ocorram situações que são mencionadas nas histórias mas que não tem um desfecho dentro da série. São os chamados ganchos, muito conhecidos em filmes e séries de televisão.

No decorrer da publicação da série, surgiram muitos ganchos.

Para aproveitar e fechar essas ganchos, a VPM, editora da série, criou uma série paralela, chamada Romances Planetários. Nessa série, originalmente cada livro é uma história completa fechando um gancho deixado na série. No desenrolar da mesma, surgiram histórias inéditas e até mesmo pequenos ciclos. Normalmente esta série era escrita pelos mesmos autores da série original, no entanto foram publicas até mesmo histórias escritas por fãs que ganham concursos criados pela VPM.

Entre 1964 e 1998, foram 415 volumes.

De todos os ganchos existentes da série, sempre existiu um que me deixava curioso, que foi referente aos encontros ocorridos duas vezes, mencionados nos volumes 121 e 163, de naves do Império Solar com naves prateadas de formato fusiforme. Em um dos encontros se descobriu que seus tripulantes são robôs. Depois dessas duas passagens na série, nunca mais li qualquer coisa sobre essas naves e seus tripulantes robôs

A algum tempo, para saciar minha curiosidade, perguntei na antiga e morta lista de discussão sobre Perry Rhodan no YahooGroups e acabei descobrindo que esse gancho foi resolvido no Romance Planetário número 11, chamado “Im Zentrum der Galaxis“.

Como os Romances Planetários nunca foram publicados em português, a curiosidade continuou, já que apesar de ser neto de alemães, não falo nem leio alemão.

A alguns dias, lendo as postagens do grupo sobre Perry Rhodan no Orkut, encontrei o volume 11 traduzido para o inglês, em uma edição de 1977 da Editora Ace Books, que nunca soube que existia. O problema continuou porque meu inglês até resolve para ler textos curtos, mas para um livro inteiro, acabei sentindo muita limitação no entendimento da história. Pelo que deu para perceber nas postagens do Orkut, ninguém estava traduzindo esse livro, então decidi resolver isso por minha própria conta.

A cerca de uma semana, de posse do texto em inglês, usei o tradutor do Google para traduzir para o português, que ficou obviamente truncado, mas entendível. Neste momento, estou realizando a revisão da tradução, que está na página 14 de um total de 69 e devo terminar em algumas semanas, se nada me atrapalhar.

Assim, ao mesmo tempo em que deixo o texto melhor, estou lendo a conclusão da saga que por tantos anos esperei para conhecer.

Setembro 17, 2009

Perry Rhodan

Desde criança fui um leitor incansável. Com 9 para 10 anos de idade, lia semanalmente os livros de faroeste que meu pai comprava. Esporadicamente ele também trazia algum livrinho de ficção científica. Todos, por terem histórias simples e de serem de formato pequeno, tornavam fácil o ato de leitura para uma criança naquela idade.

E aos 11 anos de idade, em 1976, meu pai chegou em casa com um livro diferente. Ao contrário do papel jornal e capa mole dos faroestes, este tinha capa dura e era impresso em papel de qualidade e o nome indicava que teria sequência: P1 Missão Stardust, de uma coleção chamada de Perry Rhodan.

Perry Rhodan é uma série alemã, criada pelos escritores Karl-Herbert Scheer e Walter Ernsting (também conhecido pelo pseudônimo de Clark Darlton), publicada semanal e ininterruptamente desde 08/09/1961. Em comemoração aos 48 anos da série, a edição alemã lançou em 11/09/2009, o volume 2508, com o título “Unternehmen Stardust-System”. Traduzido, este nome fica “Missão Sistema Stardust”, um trocadilho/homenagem ao nome do primeiro volume, “Missão Stardust”.

“Esta série se caracteriza pelo subgênero de ficção científica conhecido como space opera, ou seja, de aventura épica espacial, a série conta a história futura da Humanidade a partir de vários pontos de vista diferentes. Apesar de cada episódio da série poder ser lido separadamente, cada conjunto de cem episódios conta uma grande história – composta por várias subtramas – que é muito apreciada se conhecida em sua totalidade.

Em cada volume é contada numa pequena parte da história da Humanidade, a qual se subdivide em ciclos de cinquenta ou cem volumes. Cada ciclo retrata uma época específica, na qual os terranos têm que lidar com ameaças à sua existência provenientes de suas incursões às regiões inexploradas da Via-Láctea e a outras galáxias.

O foco principal das histórias são as aventuras de Perry Rhodan e seus leais companheiros, que receberam a imortalidade relativa graças ao superser extraterrestre conhecido como Aquilo.”

Texto extraído do artigo publicado pela Editora SSPG nas páginas 129-132 do Volume 1 da nova edição de Perry Rhodan no Brasil, em Junho de 2001.

Mas voltando a minha história. Passei a ler semanalmente os livros que meu pai trazia. Li até o volume 99, final do segundo ciclo. Quando meu pai veio a falecer.

Durante anos fiquei com vontade de conhecer o desenrolar da saga e a reencontrei mais tarde, quando comecei a trabalhar.

Nessa época, cerca de 5 a 6 anos depois, a série estava em sua segunda edição, depois de uma pequena interrupção. Assim descobri que não tinha perdido muito do fio da história. Passei então a comprar novamente a série na banca de revista e ao mesmo tempo completava o período faltante comprando diretamente da editora, os volumes que faltavam. Deste modo, completei minha coleção.

Essa segunda edição foi até o volume 536, quando foi interrompida em definitivo pela editora que a publicava, a Ediouro.

Alguns fãs, se reuniram e criaram um fã-clube, o Perry Rhodan Fã-Clube Brasil (PRFCB), como forma de se mobilizarem na tentativa de ter a série publicada novamente no Brasil.

Mas eu estava sozinho, em uma cidade do interior e acabei não sabendo de nada disso.

Na década de 1990 vim morar em Curitiba e surgiu a internet. Uma forma rápida de pesquisar informações.

Em 1997 entrei na rede e acabei descobrindo vários sites de fãs brasileiros da série, o PRFCB e a lista de discussão no YahooGroups.

Em 1998, como forma de apoiar a luta para trazer de volta a série para o Brasil, criei um site sobre a série, que dei o nome de “Die Basis Home Page”. Durante muito tempo, a Die Basis foi uma das cinco páginas em português com conteúdo apenas sobre Perry Rhodan.

As outras páginas do quinteto eram a Stardust Page, a Good Hope Page, A Nave da Eternidade e a página do PRFCB. Haviam outras páginas com conteúdo sobre Perry Rhodan junto a conteúdo geral sobre ficção científica, como a Estação Espacial OldMan e a Base Espacial Antares.

Como o custo de um gravador de CD era muito caro naquela época e a Die Basis tinha mais de 25 MB de dados, não tinha backup dos arquivos. Somente após os gravadores baratearem é que fiz backup do site.

O backup mais antigo que encontrei é de novembro de 2000, em seguida outubro de 2001 e o último é de novembro de 2002, quando então eu já estava cansado de manter a página de modo contínuo desde 1998.

Captura de tela da Die Basis, via backups restaurados.

Visual da Die Basis Home Page em Nov 2000 – recuperado de um backup

De Diversos

Visual da Die Basis Home Page em Out 2001 – recuperado de um backup

De Diversos

Visual da Die Basis Home Page em Nov 2002 – recuperado de um backup

De Diversos

No entanto em junho de 2001, finalmente a série tinha voltado a ser publicada no Brasil, pela editora SSPG, do Rodrigo de Lélis, que era o autor do site Stardust Page. Assinei a nova série, mas descobri que já não era a mesma coisa. O tempo tinha passado e a vida, a família e o trabalho cobravam outras prioridades.

Segui fiel a nova edição até quase o final, quando ela foi descontinuada novamente.

Durante todo esse tempo, a coleção me acompanhou, a qual reli algumas vezes, mas finalmente, com a venda do apartamento e compra do sobrado, decidi me desfazer dela. No início deste anos, separei a coleção em seus ciclos e os coloquei a venda no Mercado Livre. E em questão de dois meses, vendi todos os ciclos.

Não me arrendo em ter vendido, primeiro porque não é porque vendi que vou deixar de gostar da série e em segundo lugar porque sei que alguem está lendo os livrinhos que guardei com carinho por muitos anos. Os mais antigos, estavam comigo a mais de três décadas.

Na hora de dormir, tenho a mania de ficar imaginando coisas, como forma de esvaziar a mente e pegar no sono de modo mais fácil e tranquilo e na grande maioria das vezes, são imagens e situação da série que eu visualizo.

Sei que a série vai me acompanhar pelo resto da minha vida.

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