Blog do Zoltral

Julho 5, 2009

Minha trajetória usando Linux

Arquivado em: Linux — Tags:, , , , , , , , , , , , — zoltral @ 12:16 am

Comprei meu primeiro computador PC em 1994 1995, que veio com o Windows 3.11 instalado a meu pedido. Em 1996 instalei nele o Windows 95 e em 1998 o Windows 98.

Nessa época eu acessava bastante o IRC e o ICQ.

Sempre fui muito preocupado com segurança, tendo sempre instalado um anti-vírus e até mesmo um firewall.

Em 1998 e 99 os grandes vilões eram os backdoor como o NetBus e Back Orifice.

E em 1999 apesar de todos os meus cuidados, alguem do IRC conseguiu acessar meu computador através de um desses programas backdoor. Comentando com um dos operadores do canal que eu frequentava, ele falou que se eu estivesse usando Linux isso não teria acontecido.

Com esse comentário na mente, resolvi pesquisar sobre esse tal de Linux e descobri que havia vida fora do Windows.

Pensei durante algum tempo e então resolvi testar o tal Linux. No meio de 1999, comprei o Conectiva Guarani 3.0, mas para economizar, comprei apenas o CD, sem manual. Até baixei o The Linux Manual, mas não ajudou muito. Uma semana sofrendo com aquele sistema estranho foi o suficiente. Reinstalei meu conhecido Windows 98.

Mas continuei lendo/pesquisando sobre o Linux. Descobri que ele não era fácil, mas achei que valia a pena dar uma segunda chance. Tive o incentivo de um colega de trabalho que também estava tentando aprender Linux. Ele entrou em um curso e me aconselhou a fazer o mesmo.

Assim, no final de 1999 me matriculei em um curso de Linux na Elaborata, que realizava treinamento autorizado do Conectiva Linux. Assim de novembro de 1999 até o final de janeiro de 2000, aprendi a instalar, configurar e administrar o tal Linux, especialmente o Conectiva 4 que foi usado em todo o treinamento e que os alunos ganharam dois jogos de CD’s.

Guardo até hoje meus 4 certificados do curso (Introdução ao Linux, Administração de Sistemas Linux, Administração de Redes Linux e Administração do Servidor Linux).

Com o Conectiva, passei pelas versões 5, 6, 7 e 8.

No final de 2003, com o decepcionante lançamento do Conectiva 9, resolvi mudar para alguma outra distribuição, sendo que as mais famosas eram a Debian, a Slackware e a Suse.

Primeiro instalei a Debian, mas ela e meu computador não se entenderam. Testei então o Slackware e gostei, principalmente porque nele eu tinha o controle de tudo. No Slackware usei as versão 9.1, 10.0, 10.1, 10.2 e 11.

Em todas as distros, por uma questão de gosto, sempre usei o Gnome, não gostando do KDE. Na versão 10.1, o Gnome foi retirado do Slackware. Mas tudo bem, como haviam muitos outros que também preferiam o Gnome, logo surgiram pacotes extra-oficias para o Slackware.

No entanto, depois de alguns meses esses pacotes extra-oficias começaram a ficar defasados, demorando para serem disponibilizados após alguma atualização do Gnome.

Aliando a essa defasagem do Gnome, eu também comecei a cansar de configurar tudo manualmente. Passei a pensar que o software e o hardware estavam ali para resolverem meus problemas, não para que eu me tornasse escravo deles. Pois era assim que passei a me sentir com as constantes buscas de informações para configurar qualquer coisa nova que eu instava.

Assim, decidi partir novamente para uma distribuição “fácil”. Testei a Mandrake, OpenSuse e Fedora.

Gostei e fiquei então com o Fedora, usando as versões 9, 10 e 11.

Como postei anteriormente, na semana passada mudei para o Ubuntu.

Nesse tempo todo, uma coisa que qualquer usuário Linux deveria ter era um LiveCD, para pode resolver qualquer caca que fosse feita no computador e eu não fugi da regra.

Como LiveCD, usei cinco distribuições: Slax, Litrix, Kanotix, Kurumin e GoblinX, sendo que esta última é a que uso atualmente.

Além destas, tem uma distro LiveCD que sempre uso por ser uma excelente ferramenta, a GParted, cuja especialidade é gerenciamento/recuperação do particionamento de HD’s.

Este é um resumo deste 9 anos e meio em que uso Linux.

Só tenho uma conclusão: não me arrependo de ter entrado no mundo Linux!

PS: Esqueci de mencionar que entre o Slackware e o Fedora eu usei durante algum tempo o Gentoo. Desisti dele quando percebi que o computador passava a maior parte do tempo compilando as atualizações dos programas do que qualquer outra coisa. Só então parti para uma nova busca, que resultou na escolha do Fedora.

Julho 4, 2009

Trocando minha distribuição Linux

Arquivado em: Linux, Software — Tags:, — zoltral @ 9:25 pm

Conforme post’s anteriores, eu utilizo Linux em meu computador. Mais especificamente a distribuição Fedora.

Alias, eu criei este blog mais como uma forma de guardar dicas sobre configurações para o Fedora. Sendo que o primeiro post foi exatamente sobre a configuração de minha placa de captura de vídeo no Fedora 9.

Utilizei o Fedora nas versões 9, 10 e 11. A algumas semanas saiu a versão 12. Baixei a imagem ISO via torrent e na semana passada fui instalar esta nova versão.

E só tive problemas.

O CD de instalação gravava toda a distro no computador, mas morria na hora de instalar o Grub, gerenciador de boot.

Precisei usar o Gparted, uma versão Linux específica para particionamento de HD’s, porque perdeu a tabela de partições.

Depois de várias tentativas de instalação, desisti e decidi instalar outra distro.

Como não tinha sistema funcionando no computador, usei o liveCD do GoblinX para acessar a internet e baixar imagens ISO de outras distribuições.

No primeiro momento, pensando em minha experiência anterior com o Conectiva, instalei o Mandriva 2009.1. Mas ele não reconheceu direito minha placa de vídeo NVidia, se recusando a usar a resolução de 1280×1024.

Como já abandonei anteriormente o Slackware exatamente por estar sem paciência de ficar configurando as coisas manualmente, desisti da Mandriva tambem.

Decidi então testar o Ubuntu, tão bem falado como sendo uma distribuição fácil de instalar e que reconhece facilmente o hardware instalado.

E realmente foi fácil. A excessão foi a placa de captura, mas essa já estou acostumado a não ser reconhecida.

Uma grande diferença que constatei com relação ao Fedora é a utilização da memória. Enquanto o Fedora, logo após a inicialização comia mais de 400 MB de RAM, o Ubuntu consome um pouco mais de 100 MB.

Já fez uma semana que estou com ele instalado e considero que agora sou um usuário do Ubuntu, pois até o momento não tive problemas com ele.

Setembro 25, 2008

Feliz aniversário Projeto Fedora

Arquivado em: Linux — Tags:, — zoltral @ 12:52 am

Atrasado, via BR-Linux, descobri que o Projeto Fedora completou neste dia 24 de setembro, 5 anos de idade.

Fedora é atualmente a distribuição Linux que eu uso, mas como faz menos de um ano que passei a usar o Fedora, não sabia quando era o aniversário.

Mas então, Feliz Aniversário Projeto Fedora e obrigado a todos os participantes do mesmo, pela dedicação e esforço em manter essa excelente distribuição Linux.

Julho 16, 2008

Fedora não reconhece mais minha câmera

Arquivado em: Linux — Tags:, , — zoltral @ 10:45 pm

A alguns posts atrás comentei sobre o reconhecimento da Canon Powershot A590 IS pelo Fedora, em que depois que aprendi como era, ficou fácil.

Pois não é mais fácil. Aconteceu algo em alguma das últimas atualizações do Fedora, pois ele parou de reconhecer e montar a câmera. E isso acontece no Fedora dos dois computadores daqui.

Primeiro pensei que poderia ser alguma configuração da câmera, pois para aprender mais, eu e meu filho temos mexido direto nela. Revi toda a configuração e também usei então uma opção que volta as configurações padrão, mas não resolveu.

Cabo ou porta USB? Com outro cabo e em outra porta continua não reconhecendo. Com o mesmo cabo e a mesma porta, o Fedora reconhece perfeitamente o celular e a câmera antiga.

O XP dos dois computadores reconhece a câmera perfeitamente e importa as fotos.

Já pesquisei e não encontrei nada sobre esse problema.

Como estou mesmo querendo instalar o ArchLinux para testar, vou ver se ele reconhece a câmera.

Junho 27, 2008

Importando fotos da Canon Powershot A590 IS para o Fedora

Arquivado em: Fotografia, Linux, Tutorial — Tags:, , , — zoltral @ 1:06 am

Continuando o aprendizado sobre a minha nova câmera, cheguei a parte de importar as fotos para o computador.

Junto com a câmera veio um cd chamado de Canon Digital Camera Solution Disk, apenas For Macintosh e For WIndows e também um manual com 79 páginas ensinando a usar os aplicativos.

Na capa do manual, um aviso: Deve instalar o software distribuido no disco Canon Digital Camera Solution Disk antes de conectar a câmera ao computador. Bom, eu uso Linux, como então o manual e o cd não me servem para nada, voltaram para a caixa.

Antes de procurar um tutorial na internet, tentei usar meus conhecimentos básicos de câmera digital e Linux. Conectei a câmera via cabo na porta USB. A câmera velha ligava automaticamente e o Linux a reconhecia e montava. Mas a nova nem ligou. Muito bem, liguei ela manualmente, mas nada do Linux reconhecer.

Isso foi na quarta-feira e como o povo já estava ansioso, querendo ver as fotos no computador, desliguei a câmera, retirei o cartão SD e o coloquei direto no leitor de cartão do computador. Um legítimo método salsinha de utilização de equipamentos tecnológicos.

Esta noite, fui tentar com mais calma. Novamente não funcionou, então fui dar uma lida no manual da câmera, que na seção de transferência de fotos para o computador só faz referência a instalação dos programas do cd no Windows e no Macintosh e depois conectar a câmera ao computador, mas havia uma única informação útil para mim, o botão comutador de modo deveria estar em ‘reprodução’ e tanto antes como agora, eu tinha deixado no modo ‘fotografia’. Mudei o botão para ‘reprodução’ e pronto. O Linux reconheceu e montou a câmera no mesmo instante.

Moral da história: RTFM. Mesmo que ele só faça referência ao Windows e ao Macintosh, ainda assim pode haver alguma informação útil para quem usa Linux.

Junho 24, 2008

Aplicativos essenciais para mim

Arquivado em: Diversos, Linux — Tags:, , , , — zoltral @ 1:26 am

Depois de ler as listas de “10 aplicativos KDE não incluídos no KDE” e “10 aplicativos GTK não incluídos no Gnome”, também resolvi fazer a minha lista de aplicativos.

Mas nesta lista vou me ater apenas aos aplicativos que são essenciais para mim, sem os quais a minha produtividade pessoal fica prejudicada.

Para categorizar eles, vou utilizar a organização do menu do Gnome, que é o desktop padrão na minha máquina.

    Acessórios
  • Avant Window Navigator – Um dock no estilo do dock do Leopard. Licença GPL https://launchpad.net/awn
  • Universal Password Manager – Um gerenciador de senhas, que precisa de senha para ser acessado e arquiva os dados criptografados. Útil para evitar que se anote senhas em qualquer lugar. Licença GPL http://upm.sourceforge.net/
    • Escritório
  • OpenOffice – Nem precisa comentar. Licença LGPL/PDL http://www.openoffice.org/
    • Ferramentas de sistema
  • Htop – Um aplicativo em ncurses, que incrementa as opções do comando “top” e também utiliza as teclas de funções. Também exibe um pequeno gráfico da utilização da CPU e das memórias RAM e SWAP. Licença GPL http://htop.sourceforge.net/
  • Gkrellm – Um monitor do sistema feito em GTK. Licença GPL http://gkrellm.net
  • Yumex (Yum Extender) – Uma interface melhor para o YUM, gerenciador de pacotes do Fedora. Licença GPL http://www.yum-extender.org/cms/modules/news/
    • Gráficos
  • Gimp – Este também não precisa comentar. Licença GPL http://www.gimp.org/
  • mtPaint – Um editor gráfico parecido com o MS Paint, mas com muito mais ferramentas. Licença GPL http://mtpaint.sourceforge.net/
  • Gthumb – Um visualizador de imagens. Licença GPL http://gthumb.sourceforge.net/
    • Internet
  • Opera – Segundo o pessoal do Meio Bit, este é o melhor navegador que ninguem usa. Mas eles estão enganados, porque eu uso. E uso a mais de 10 anos. É um caso de paixão. Já tentei usar outros como navegador principal, mas não tem jeito, o Opera é o melhor, na minha humilde opinião. Opera License http://opera.com
  • Firefox – É meu navegador reserva. Mozilla Public License http://mozilla.com
  • Pidgin – Mensageiro que aceita diversos protocolos de comunicação. Licença GPL http://pidgin.im/
    • Jogos
  • PySol – Jogo de paciência em Python, com dezenas de versões para jogar, mas é claro que eu acabo jogando apenas a versão Klondike. Licença GPL http://www.pysol.org/
    • Programação
  • Gvim – Interface gráfica para o vim. Vim License/GPL compatible http://www.vim.org
  • Bluefish – Gerenciador e editor de website, scripts e códigos de programação. Licença GPL http://bluefish.openoffice.nl/
    • Som e vídeo
  • K3B – O melhor aplicativo Linux para queimar CD’s e DVD’s. Licença GPL http://k3b.plainblack.com/
  • GnomeRadio – Sintonizador de rádio FM para placa de captura. Licença GPL http://www.wh-hms.uni-ulm.de/~mfcn/gnomeradio/
  • Tvtime – Melhor aplicativo para assistir televisão no monitor via placa de captura. Licença GPL http://tvtime.sourceforge.net/
  • Audacious – Player de música com o visual do antigo XMMS. Licença GPL http://audacious-media-player.org/
  • VLC (VideoLan Client) – Media player que executa a maioria dos formatos de vídeo e som. Licença GPL http://www.videolan.org/vlc/
  • MPlayer – Media player reserva. Se não tocar no VLC, deve tocar no MPlayer. Licença GPL http://www.mplayerhq.hu/design7/news.html
  • Junho 19, 2008

    Placa PlayTV MPEG2 no Fedora 9

    Arquivado em: Linux, Tutorial — Tags:, — zoltral @ 12:31 am

    Tenho uma placa de captura de vídeo PlayTV MPEG2 e para configurar ela no Fedora 9 é bem simples.

    1 – Criar um arquivo de nome captura no diretório /etc/modprobe.d/
    2 – Inserir a seguinte linha no arquivo captura:
    options bttv card=37 tuner=39 radio=1

    Pronto, basta reiniciar o Fedora que a placa vai estar funcionando corretamente.

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