Bichinhos de pelúcia na cama da Elisete.
| De Cachorros |
Ei. Um deles se mexeu!
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Não é um bichinho de pelúcia!
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É o Bobi Johnson!
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O post anterior, do vídeo do gatinho fofinho, me lembrou das estripulias e histórias do Charles José, o Lhasa Apso que temos aqui em casa.
Nosso caso com o Charles José começou no ano passado, quando vendi o apartamento. Enquanto estávamos esperando a papelada do sobrado dar certo (veja a história completa aqui), decidimos que devido ao espaço que teríamos, poderíamos comprar outro cachorro, para fazer companhia ao Bobi Johnson, um SRD de 5 anos de idade que já tínhamos.
Depois de uma pesquisa, foi decidido que compraríamos um Schnauzer. Mas a compra deveria ser apenas depois que estivéssemos morando no sobrado.
Mas num sábado, o povo decidiu ir na feira de filhotes que tem todo sábado na Honjo, no Cabral/Bacacheri. Queriam apenas ver de pertinho um Schnauzer e pesquisar preço.
Chegando lá, vimos alguns Schnauzer, mas o pessoal viu alguns filhotes de Lhasa Apso. Umas bolinhas peludas e fofinhas e resolveram pegar um no colo. Tinham dois ou três escurinhos e um branco e dourado.
Pegaram o branco e dourado no colo. Ele simplesmente olhou para nós, deu um suspiro no melhor estilo “mais um me pegando, que saco”, meteu a cabeça embaixo do braço e nos ignorou.
Assim começou a história do Charles José em nossa vida.
Devolvemos ele para o pessoal do canil e saímos de perto. Mas ele já tinha conquistado o povo. Meus dois filhos começaram até a chorar quando eu disse que não levaríamos nenhum cachorro. Que tínhamos vindo apenas dar uma olhada.
Não teve jeito. A votação foi 3×1 para comprarmos o bicho. Voltamos e compramos ele. Foi bem a tempo. Já estávamos com ele no colo, quando um casal voltou e disse que ia comprar o branco, sendo informados que ele já tinha sido vendido.
Na primeira semana conosco, o primeiro susto. Um dia ele amanheceu jururu. Levamos ele na clínica veterinária que já cuidava do Bobi. Diagnosticaram pneumonia. A veterinária, Dra. Vanessa, receitou remédios, mas pela idade dele, nos disse que deveríamos ficar preparados para perdermos ele.
Cuidamos dele e ele sobreviveu.
No decorrer do tempo, como todo filhotes, tocava o terror, por estar conhecendo as coisas. Felizmente o Bobi o aceitou, com algumas reservas e dando alguns chega para lá no Charles.
Deixamos o apartamento e ficamos morando de favor na casa de umas amigas, que já tinham 4 cachorros. O Charles fez amizade com a Mel, uma Yorkshire, que apesar de ser mais velha, tinha quase o mesmo tamanho que ele. Os dois aprontavam um monte. Corriam o dia inteiro, sem parar.
Conforme consta na história do sobrado, entre a entrega dele e a data que marcamos para mudarmos, tivemos tempo de pintar direito apenas por dentro. A parte externa do sobrado ficou para quando já estivéssemos morando nele.
Assim, um dia ele nos deu o segundo susto. Estávamos pintando o portão, por isso, havia no chão uma bandeja cheia de tinta óleo. Pois o Charles José, saiu de dentro do sobrado na maior corrida e conseguiu a proeza de pular dentro da bandeja, com as quatro patas.
Ligamos para a veterinária e ela nos mandou correr para a clínica, pois a tinta poderia provocar intoxicação e até a morte dele. Quando chegamos lá, ela já tinha ligado para colegas, para saber o que fazer. Assim ele conseguiu sobreviver novamente.
Mas voltou para casa, completamente pelado e tomando remédio contra alergia. Foi quase um mês dando comprimidos para ele. Isso ele adorou, porque a melhor maneira de dar comprimido para um cachorro é colocar o comprimido dentro de um pedaço de salsichão e dar para o bicho comer.
E o bicho foi crescendo e se tornando um monstrinho. Monstrinho no sentido de que adora aprontar.
Exemplos:
Os banheiros tem que ficarem com as portas fechadas. Banheiro com porta aberta é obrigatório que o papel higiênico não fique no suporte. Tem que ficar a uma boa distância do chão, senão vamos levar um bom tempo catando do chão os milhares de pedacinhos em que ele transforma um rolo. Porta apenas encostada não engana ele. Pois ele usa o focinho para ver se ela está fechada mesmo. Apesar de todos os cuidados, já perdemos a conta da quantidade de rolos de papel higiênico perdidos para ele.
Quando sai todo mundo de casa, ou deixamos ele para fora, ou somos obrigados a levantar a lixeira da área de serviço, pois diversas vezes, quando voltamos para casa, a lixeira estava derrubado e o lixo espalhado pelo chão.
É um Lhasa Apso, mas se comporta como um legítimo vira-latas.
Quando damos ossinhos para os dois, se o Bobi não ficar cuidando do dele, o Charles rouba na cara dura. E é de roubar mesmo. Nós ficamos só olhando a atitude dele. Ele fica olhando, disfarça um pouco, olha novamente. Fica rondando. Se o Bobi sair um pouco que seja de perto do osso dele, é questão de segundos para o Charles roubar e sair correndo para a toca dele. A toca dele é embaixo da uma mesinha que fica no canto da sala, ao lado de um sofá, que forma assim uma toca.
Um dia foi mais engraçado que o normal. Os dois cachorros vão dizer oi para qualquer um de nós quando chegamos em casa. Os dois tinham ganho ossinhos, mas o Charles já tinha comido todo o dele e estava de olho no do Bobi. Nisso a Elisete chegou em casa e entrou na sala. O Bobi largou o osso e foi dar o oi. O Charles também saiu correndo para dar oi, mas parou no meio do caminho, olhou para ela, virou a cabeça e olhou para o osso que estava no chão e não teve dúvidas. Voltou correndo, pegou o osso e correu para a toca dele.
Ele é extremamente curioso. Onde tem alguém fazendo alguma coisa diferente, lá está ele olhando, cheirando, mordendo, para saber o que é.
Por conta dessa curiosidade, veio o terceiro susto. Um dia foi ver o que o Bobi estava fazendo. Levou uma mordida do Bobi. A principio pareceu um chega para lá normal, mas alguns minutos depois vimos que estava saindo sangue da cabeça dele. Olhando mais de perto, o olho direito dele e a pele próxima estavam cortados. Em pleno domingo, ligamos no celular de emergência da Dra. Vanessa. Felizmente ela já estava na clínica. Lá fomos nós correndo novamente. Em uma primeira análise ela achou que teria que remover o olho dele. Mas olhando com mais calma, chegou a conclusão que poderia salvar o olho. Deixamos ele na clínica.
Fomos buscar ele na segunda-feira. Ele estava com o olho direito fechado, pois a Dra. Vanessa tinha puxado e dado pontos na terceira pálpebra, para proteger o olho enquanto este se recuperava. Para o tratamento, pomada oftalmológica para ser passada no olho 4 vezes ao dia.
Surgiu então um problema. Ele não queria deixar passar a pomada no olho. Fomos obrigados a chantagear ele. Cortávamos um pedaço de salsichão, quase esfregávamos no nariz dele. Quando ele tentava comer, tirávamos, segurávamos a cabeça dele e passávamos a pomada. Só foi preciso fazer isso umas duas ou três vezes. Depois ele aceitou fácil. Mais alguns dias e ele já sabia dos horários do remédio, pulava para o sofá e ficava olhando para a cozinha. Se ninguém fosse lhe dar o remédio, já começava a latir reclamando.
E ontem ele nos deu o quarto susto. Quando a Elisete leva o povo para os colégios, leve o Charles junto. Como todo cachorro quando anda de carro, ele coloca a cabeça para fora e fica de cara para o vento. Só que o Charles é o Charles. Hoje, para fazer isso ele avança muito com o corpo para fora do carro. Resultado, ele caiu do carro, que estava em movimento. A sorte é que ele passeia com o peitoral devidamente colocado e quem está no banco do passageiro vai segurando a guia. Como resultado disso, ele ficou dependurado no lado de fora do carro. Deu o maior susto na Elisete, que achou que ele poderia ter morrido.
Como se vê, com o Charles José por perto, ninguém sente tédio.
Agora é esperar para ver o que o monstrinho vai aprontar na próxima vez. Porque com o Charles José, podemos ter certeza que haverá uma próxima vez.
Marketing gratuito
Encontramos ele na Feira de Filhotes da Honjo – Avenida Munhoz da Rocha 1089 – Cabral – Telefone (41)3254-6858
Compramos ele do Canil Hasegawa – Telefones (41)3024-2607 e (41)3255-3598
Cuidamos dele no Bichos e Carrapichos – Rua Edmundo Alberto Mercer, 374 – Tingui – Telefone (41)3357-1310
Consultório Veterinário – Banho e tosa – Pet shop
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