Blog do Zoltral

17/02/2010

V GELUSC

Filed under: Diversos, História, Livros — Tags:, , , — Zoltral @ 01:03

No post inaugural, e único até hoje, contei a história do GELUSC e sobre as quatro primeiras reuniões da confraria.

Bom, acredite se quiser, mas apenas neste mês de fevereiro, 6 meses depois do IV GELUSC, ocorreu o V GELUSC.

Mas as desculpas do atraso são boas.

Em setembro os dois presidentes-ditadores-eternos da confraria, Adair e Moacir, mais o confrade Leomir, pegaram férias e foram fazer uma pequena caminhada alí nas Minas Gerais, conhecida como Caminho da Fé. Imagens no blog do Adair, aqui e aqui.

Em outubro, não houve tempo hábil para marcarmos o encontro por conta da greve dos bancários. A maioria dos confrades é bancário e um dos problemas foi que praticamente só usamos o email corporativo para as comunicações do GELUSC. Lembrete para a pŕoxima reunião: precisamos mudar isso.

Para o mês de novembro a desculpa não deve ter sido muito boa, pois não lembro qual foi.

Para dezembro e janeiro a culpa foi das festas.

E então, finalmente, em fevereiro nos reunimos novamente. O local escolhido foi a Mercearia Fantinato, que já havia sido local do encontro da Turma do Martelo. Só para saberem, a Turma do Martelo é o mesmo pessoal do GELUSC mas conta também com a presença dos amigos iletrados.

Como já aconteceu no I GELUSC, tivemos a visita do Murphy, aquele da lei. Desta vez ficou por conta do cardápio. Na visita da Turma do Martelo, que ocorre sempre na primeira quinta-feira depois do dia 20, com início às 19 horas, comemos uma deliciosa carne de onça preparada pelo garçom Diogo. Assim, a convocação mencionava a carne de onça, mas quando chegamos lá, surpresa, o almoço é buffet de feijoada. Carne de onça somente do meio da tarde em diante.

Na reunião deste mês, estiveram presentes os dois Presidentes-Ditadores-Eternos, Moacir e Adair, mais eu, o Marcelo e a Silvia. Depois de muita conversa jogada fora, o troca-troca de livros ficou assim:
Moacir levou o Caminhos Coloniais da Serra do Mar
Adair levou o Terra Papagalli. Será que foi por causa do prefácio que começa com “Narração para preguiçosos leitores …”?
Silvia levou o 20000 Léguas Submarinas, que estava comigo mas é da Nádia
Marcelo levou Nascidos em Berço Nobre e O Inconsciente Na Sua Vida Profissional
Eu trouxe O Código dos Justos

E assim, depois de algumas horas batendo papo, bebendo e comendo, sempre bem atendidos pelo Diogo, terminamos o V GELUSC.

Fotos da confraria

Moacir

De Gelusc

Adair

De Gelusc

Marcelo

De Gelusc

Sílvia

De Gelusc

Eu

De Gelusc

Os confrades

De Gelusc

01/10/2009

Romances Planetários da série Perry Rhodan

Filed under: Livros — Tags:, , , , — Zoltral @ 00:32

Como já mencionei, Perry Rhodan é uma série de ficção científica alemã, publicada desde 1961. Neste 48 anos de histórias, com mais de 2500 volumes publicados, é natural que ocorram situações que são mencionadas nas histórias mas que não tem um desfecho dentro da série. São os chamados ganchos, muito conhecidos em filmes e séries de televisão.

No decorrer da publicação da série, surgiram muitos ganchos.

Para aproveitar e fechar essas ganchos, a VPM, editora da série, criou uma série paralela, chamada Romances Planetários. Nessa série, originalmente cada livro é uma história completa fechando um gancho deixado na série. No desenrolar da mesma, surgiram histórias inéditas e até mesmo pequenos ciclos. Normalmente esta série era escrita pelos mesmos autores da série original, no entanto foram publicas até mesmo histórias escritas por fãs que ganham concursos criados pela VPM.

Entre 1964 e 1998, foram 415 volumes.

De todos os ganchos existentes da série, sempre existiu um que me deixava curioso, que foi referente aos encontros ocorridos duas vezes, mencionados nos volumes 121 e 163, de naves do Império Solar com naves prateadas de formato fusiforme. Em um dos encontros se descobriu que seus tripulantes são robôs. Depois dessas duas passagens na série, nunca mais li qualquer coisa sobre essas naves e seus tripulantes robôs

A algum tempo, para saciar minha curiosidade, perguntei na antiga e morta lista de discussão sobre Perry Rhodan no YahooGroups e acabei descobrindo que esse gancho foi resolvido no Romance Planetário número 11, chamado “Im Zentrum der Galaxis“.

Como os Romances Planetários nunca foram publicados em português, a curiosidade continuou, já que apesar de ser neto de alemães, não falo nem leio alemão.

A alguns dias, lendo as postagens do grupo sobre Perry Rhodan no Orkut, encontrei o volume 11 traduzido para o inglês, em uma edição de 1977 da Editora Ace Books, que nunca soube que existia. O problema continuou porque meu inglês até resolve para ler textos curtos, mas para um livro inteiro, acabei sentindo muita limitação no entendimento da história. Pelo que deu para perceber nas postagens do Orkut, ninguém estava traduzindo esse livro, então decidi resolver isso por minha própria conta.

A cerca de uma semana, de posse do texto em inglês, usei o tradutor do Google para traduzir para o português, que ficou obviamente truncado, mas entendível. Neste momento, estou realizando a revisão da tradução, que está na página 14 de um total de 69 e devo terminar em algumas semanas, se nada me atrapalhar.

Assim, ao mesmo tempo em que deixo o texto melhor, estou lendo a conclusão da saga que por tantos anos esperei para conhecer.

17/09/2009

Perry Rhodan

Desde criança fui um leitor incansável. Com 9 para 10 anos de idade, lia semanalmente os livros de faroeste que meu pai comprava. Esporadicamente ele também trazia algum livrinho de ficção científica. Todos, por terem histórias simples e de serem de formato pequeno, tornavam fácil o ato de leitura para uma criança naquela idade.

E aos 11 anos de idade, em 1976, meu pai chegou em casa com um livro diferente. Ao contrário do papel jornal e capa mole dos faroestes, este tinha capa dura e era impresso em papel de qualidade e o nome indicava que teria sequência: P1 Missão Stardust, de uma coleção chamada de Perry Rhodan.

Perry Rhodan é uma série alemã, criada pelos escritores Karl-Herbert Scheer e Walter Ernsting (também conhecido pelo pseudônimo de Clark Darlton), publicada semanal e ininterruptamente desde 08/09/1961. Em comemoração aos 48 anos da série, a edição alemã lançou em 11/09/2009, o volume 2508, com o título “Unternehmen Stardust-System”. Traduzido, este nome fica “Missão Sistema Stardust”, um trocadilho/homenagem ao nome do primeiro volume, “Missão Stardust”.

“Esta série se caracteriza pelo subgênero de ficção científica conhecido como space opera, ou seja, de aventura épica espacial, a série conta a história futura da Humanidade a partir de vários pontos de vista diferentes. Apesar de cada episódio da série poder ser lido separadamente, cada conjunto de cem episódios conta uma grande história – composta por várias subtramas – que é muito apreciada se conhecida em sua totalidade.

Em cada volume é contada numa pequena parte da história da Humanidade, a qual se subdivide em ciclos de cinquenta ou cem volumes. Cada ciclo retrata uma época específica, na qual os terranos têm que lidar com ameaças à sua existência provenientes de suas incursões às regiões inexploradas da Via-Láctea e a outras galáxias.

O foco principal das histórias são as aventuras de Perry Rhodan e seus leais companheiros, que receberam a imortalidade relativa graças ao superser extraterrestre conhecido como Aquilo.”

Texto extraído do artigo publicado pela Editora SSPG nas páginas 129-132 do Volume 1 da nova edição de Perry Rhodan no Brasil, em Junho de 2001.

Mas voltando a minha história. Passei a ler semanalmente os livros que meu pai trazia. Li até o volume 99, final do segundo ciclo. Quando meu pai veio a falecer.

Durante anos fiquei com vontade de conhecer o desenrolar da saga e a reencontrei mais tarde, quando comecei a trabalhar.

Nessa época, cerca de 5 a 6 anos depois, a série estava em sua segunda edição, depois de uma pequena interrupção. Assim descobri que não tinha perdido muito do fio da história. Passei então a comprar novamente a série na banca de revista e ao mesmo tempo completava o período faltante comprando diretamente da editora, os volumes que faltavam. Deste modo, completei minha coleção.

Essa segunda edição foi até o volume 536, quando foi interrompida em definitivo pela editora que a publicava, a Ediouro.

Alguns fãs, se reuniram e criaram um fã-clube, o Perry Rhodan Fã-Clube Brasil (PRFCB), como forma de se mobilizarem na tentativa de ter a série publicada novamente no Brasil.

Mas eu estava sozinho, em uma cidade do interior e acabei não sabendo de nada disso.

Na década de 1990 vim morar em Curitiba e surgiu a internet. Uma forma rápida de pesquisar informações.

Em 1997 entrei na rede e acabei descobrindo vários sites de fãs brasileiros da série, o PRFCB e a lista de discussão no YahooGroups.

Em 1998, como forma de apoiar a luta para trazer de volta a série para o Brasil, criei um site sobre a série, que dei o nome de “Die Basis Home Page”. Durante muito tempo, a Die Basis foi uma das cinco páginas em português com conteúdo apenas sobre Perry Rhodan.

As outras páginas do quinteto eram a Stardust Page, a Good Hope Page, A Nave da Eternidade e a página do PRFCB. Haviam outras páginas com conteúdo sobre Perry Rhodan junto a conteúdo geral sobre ficção científica, como a Estação Espacial OldMan e a Base Espacial Antares.

Como o custo de um gravador de CD era muito caro naquela época e a Die Basis tinha mais de 25 MB de dados, não tinha backup dos arquivos. Somente após os gravadores baratearem é que fiz backup do site.

O backup mais antigo que encontrei é de novembro de 2000, em seguida outubro de 2001 e o último é de novembro de 2002, quando então eu já estava cansado de manter a página de modo contínuo desde 1998.

Captura de tela da Die Basis, via backups restaurados.

Visual da Die Basis Home Page em Nov 2000 – recuperado de um backup

De Diversos

Visual da Die Basis Home Page em Out 2001 – recuperado de um backup

De Diversos

Visual da Die Basis Home Page em Nov 2002 – recuperado de um backup

De Diversos

No entanto em junho de 2001, finalmente a série tinha voltado a ser publicada no Brasil, pela editora SSPG, do Rodrigo de Lélis, que era o autor do site Stardust Page. Assinei a nova série, mas descobri que já não era a mesma coisa. O tempo tinha passado e a vida, a família e o trabalho cobravam outras prioridades.

Segui fiel a nova edição até quase o final, quando ela foi descontinuada novamente.

Durante todo esse tempo, a coleção me acompanhou, a qual reli algumas vezes, mas finalmente, com a venda do apartamento e compra do sobrado, decidi me desfazer dela. No início deste anos, separei a coleção em seus ciclos e os coloquei a venda no Mercado Livre. E em questão de dois meses, vendi todos os ciclos.

Não me arrendo em ter vendido, primeiro porque não é porque vendi que vou deixar de gostar da série e em segundo lugar porque sei que alguem está lendo os livrinhos que guardei com carinho por muitos anos. Os mais antigos, estavam comigo a mais de três décadas.

Na hora de dormir, tenho a mania de ficar imaginando coisas, como forma de esvaziar a mente e pegar no sono de modo mais fácil e tranquilo e na grande maioria das vezes, são imagens e situação da série que eu visualizo.

Sei que a série vai me acompanhar pelo resto da minha vida.

01/08/2009

GELUSC

Filed under: Diversos, História, Livros — Tags:, , , — Zoltral @ 20:00

O que é o GELUSC ?

Sigla do Grupo-Etílico-LÚdico-Sexo-Cultural.

Qual o objetivo ?

Entretenimento baseado em encontros onde os assuntos que dão nome ao grupo serão debatidos, sempre em algum boteco sugerido pelos componentes, alternadamente, sempre no primeiro sábado do mês, sempre ao meio-dia, sempre levando 3 livros para empréstimos mútuos, sempre cada qual pagando sua conta, sempre impedido de ser utilizado como álibe para alguma cagada, sempre com as dúvidas e sugestões sendo deliberadas pelos ditadores presidentes eternos Adair e Moacir .

Quais os resultados esperados a médio e longo prazo ?

Cirrose, bipolaridade, ejaculação precoce, porém, com muita cultura.

Nos termos da convocação acima, enviada por email, foi criado em Maio de 2009 o GELUSC, com o objetivo de ser um encontro para troca de livros entre os participantes, como forma de disseminar a leitura e também para colocar a conversa em dia.

E parece que a proposta do GELUSC está funcionando. Como disse o Leomir no encontro de hoje, nos últimos dois meses ele já leu mais livros que nos últimos anos.

O I GELUSC ocorreu no dia 09/05. Este primeiro encontro foi realizado no segundo sábado do mês por conta da data de criação do grupo. Estiveram presentes apenas eu, o Moacir e o Adair.

O principal acontecimento deste primeiro encontro foi que quando chegamos ao local marcado, um bar chamado “A Toca”, supostamente localizado no bairro Cristo Rei, descobrimos que o boteco tinha fechado a mais de um ano. Para ver como a turma está por dentro dos acontecimentos do mundo gastro/etílico de Curitiba. Assim, foi preciso explorar as redondezas para localizar algum lugar que merecesse nossa ilustre visita.

O II GELUSC ocorreu em 06/06. A escolha do local ficou por minha conta e levando em conta o ocorrido no primeiro encontro, eu me preparei com um plano A, um plano B e um plano C. Mas ficamos no plano A mesmo. O encontro ocorreu no Costelão Bacacheri. Com a adesão do Leomir, o grupo passou a ter 4 participantes.

Por conta da festa de aniversário do meu caçula, não participei do III GELUSC.

E hoje ocorreu o IV GELUSC, no Armazén Santa Ana. Além dos participantes anteriores, também estiveram presentes a Nádia e a Catarina. Mas as duas ficaram pouco tempo.

Hoje foram quase duas horas de conversas sobre assuntos diversos, regadas com cerveja Original, caldinho de feijão com torradas e torresmo e aipim com bacon. Nos demais 29 dias do mês a gente cuida melhor da saúde, mas no GELUSC, metemos o pé na jaca.

No quesito troca de livros, hoje eu devolvi para o Adair o livro que eu tinha pego emprestado: Terra A Vista e ele me devolveu o Bucaneiros Da America, do qual já fiz um breve comentário em um post do ano passado.

Para troca, levei os livros O Último Templário e As Aventuras de Sherlock Holmes Volume 1. Mas desta vez ninguêm emprestou um dos meus livros, apesar de que o Adair falou que quer O Último Templário no próximo encontro.

Para minha leitura, emprestei da Nádia o livro Vinte Mil Léguas Submarinas.

Durante o encontro, surgiu a idéia de se manter um registro dos acontecimentos do GELUSC, razão pela qual estou publicando este post. Pretendo postar um resumo dos acontecimento após cada encontro.

27/02/2009

O Último Templário – mini-série para televisão

Filed under: Livros, Vídeo — Zoltral @ 00:04

Em 31 de julho de 2008, neste post aqui, eu comentei sobre a leitura do livro O Último Templário de Raymond Khoury (Ediouro Publicações, 2006) e no último parágrafo eu mencionei a informação do iMDB sobre uma mini-série baseada no livro e adaptada pelo próprio autor deste.
Pois bem, esta semana eu assisti os dois episódios da mini-série.

E a coisa foi como eu já esperava.

As mudanças de personagens foram grandes. Algumas desnecessárias, como a substituição da mãe da mocinha/arqueóloga por um amigo, que representou o papel do palhaço de plantão. Ou então, a mudança da personalidade do agente do FBI, que ficou pareçendo um colegial apaixonado.

Uma grande mudança, que eu não gostei, mas até compreendo que seria mais difícil de filmar, foi a busca de um pergaminho na Turquia. No livro ele está no fundo de um lago de uma hidrelética, o que dificultaria a filmagem, então transportaram tudo para um terreno que foi coberto por lava de uma erupção vulcânica. Uma mudança que não atrapalha a história.

Mas isto levou a uma das duas maiores bizarrices do departamento de efeitos especiais. Ou seria defeitos especiais?

Primeiro, em uma grande planície de lava, a mocinha resolve cavar em um local qualquer. Coincidentemente, exatamente encima de uma casa da antiga aldeia que havia no lugar. Menina de sorte ela! Mas a sorte dela continua. Depois de cair dentro da casa, eles derrubam a porta da casa e encontram um caverna. Seguindo pela caverna, eles chegam a uma grande abôboda, onde está a capela que estavam procurando. Mas pera aí! Como a erupção vulcânica que houve, deixou este grande espaço sem lava? E exatamente sobre a capela. Mas tem mais. Há um buraco no teto da abôboda, por onde entra um quantidade bem grande de luz. Ou seja, se a arqueóloga tive procurado um pouco mais, não precisaria ter cavado tanto.

A segunda bizarrice é sobre as tempestades que ocorrem no Mar Mediterrâneo. Nas duas tempestades que eles mostram. A que afundou a galera dos Templários e a que afundou o navio de pesquisa, as ondas são gigantescas, na ordem de 30 ou 40 metros de altura. Então, por favor, nunca me convidem para um cruzeiro pelo Mediterrâneo.

De bom, a introdução, com os 4 cavaleiros entrando no museu, exatamente como no livro. Um bom momento, para prender o espectador, seja pela ação, seja pelo unisitado da cena. Infelizmente, esse efeito se perde no desenvolvimento da história, que se arrasta. No livro isso era compensado pelos capítulos curtos.

Valeu pela curiosidade, mas só serviu para corroborar a minha opinião de que nenhuma adaptação, seja para cinema, seja para televisão, consegue igualar o conteúdo de um livro.

31/07/2008

Livros que li e também assisti aos filmes

Filed under: Livros — Tags:, , — Zoltral @ 13:23

Como comentei no post anterior, sempre que fiz a comparação entre um livro e o filme baseado no mesmo, o livro ganha. E a tendência é de que seja sempre assim, exceto quando o livro é uma adaptação explícita do filme, único caso em que o livro perde.

Pensando nesse assunto, resolvi fazer uma lista dos livros que eu já li e que também assisti ao filme. Não existe um regra fixa de primeiro ler o livro e só depois ver o filme. Em muitos casos foi o contrário, assiti o filme e gostei, então fui atrás do livro.

Tenho certeza que a lista não está completa porque enquanto pesquisava sobre o autor de alguns livros que eu não lembrava quem era, acabei lembrando de livros que eu já tinha esquecido. Exemplo do livro/filme Esfera, que só lembrei quando li a lista dos livros do Michael Crichton, que é o autor que mais aparece na lista.

A Identidade Bourne – Robert Ludlum
- Como escrevi no post anterior, o livro mantém a ação, mas a história é bem diferente do filme.

O Quarto Protocolo – Frederick Forsyth
- Um livro da época da guerra fria, que para mim retrata muito bem a organização interna dos serviços de espionagem e contra-espionagem britânicos e soviéticos.

O Senhor dos Anéis – J. R. R. Tolkien
- Um clássico da literatura fantástica, muito bem adaptado para as telas, mas que mesmo assim suprimiu ou alterou partes da trama original.

A Caçada ao Outubro Vermelho – Tom Clancy
- Mais um livro da época da guerra fria, retrata a caçada a um submarino cuja tripulação procura desertar.

O Parque dos Dinossauros – Michael Crichton
O Mundo Perdido – Michael Crichton
- Jurassic Park I e II, os filmes não conseguem recriar o ambiente dos livros, com mudanças que beiram ao ridículo.

Linha do Tempo – Michael Crichton
- Viajem no tempo, voltando para a época medieval. Infelizmente o filme resumiu muita coisa, desde a parte científica da viagem até as ações no passado.

O Enigma de Andrômeda – Michael Crichton
- Um clássico da ficção científica. Li o livro muitos anos depois do filme, então acabei achando os dois legais.

Esfera – Michael Crichton
- Filme e livro meia-boca, mas o final surpreende.

A Casa da Rússia – John le Carré
- Outro da época da guerra fria.

O Nome da Rosa – Umberto Eco
- O filme tem cenas ridículas como o labirinto da biblioteca, com cenas em que os personagens aparecem quase de cabeça para baixo, parecendo cena de desenho animado. Claro que o livro é melhor, inclusive ele apresenta o mapa do labirinto da biblioteca. Muito legal para ler e ir tentando entender o enigma ao mesmo tempo.

O Segredo do Abismo – Orson Scott Card
- O filme apelou mais para a fantasia que para a ficção científica. Ficou uma caricatura do livro.

Duna – Frank Herbert
- O elenco de estrelas, Kyle MacLachlan, Jürgen Prochnow, Patrick Stewart, Max von Sydow, Sean Young e o diretor David Lynch, não conseguiram salvar o filme. Outro que não fez por merecer o livro no qual se baseou.

Eu, Robo – Isaac Asimov
O Homen Bicentenário – Isaac Asimov
- Dois contos que foram pessimamente adaptados.

Leitura

Filed under: Livros — Tags:, — Zoltral @ 00:26

Aproveitando o tempo livre das férias, li dois livros inteiros e terminei um terceiro, cuja leitura estava se arrastando a meses.

Este último é Bucaneiros da América de John Esquemeling, adaptado por Eduardo San Martin (Artes e Ofícios Editora, 2007). O livro entrega o que promete, uma narrativa clássica de histórias de piratas, supostamente escrito por um participante da pirataria. Bem adaptado pelo jornalista Eduardo San Martin, mas que infelizmente não consegue fazer milagre com o texto que foi escrito originalmente em 1684. A leitura até que começou boa, atraindo pela curiosidade, mas conforme se avança no texto, as limitações narrativas começaram a irritar, tornando a leitura difícil.

O segundo livro, cuja compra comentei anteriormente aqui no blog foi A Identidade Bourne, de Robert Ludlum (Editora Rocco, 2000), escrito originalmente em 1998. Só para constar, o filme é de 2002. O livro conta a história de Jason Bourne de um modo muito diferente do que o filme, mas isso eu já esperava, pois até hoje nunca vi um filme que fizesse justiça ao livro em que se baseou e a lista de filmes que vi, baseados em livros que li é bem grande. Infelizmente isso é a norma na indústria do cinema. Até concordo que muitas vezes é difícil adaptar corretamente um livro, mas algumas coisas são exageradas. Como exemplo, no filme, Bourne apronta a maior confusão na embaixada americana em Zurique, mas no livro em nem chega perto da embaixada. É obvio que colocaram essa cena apenas para manter a ação no filme, para não perder o ritmo.

Mas voltando ao livro, exatamente por ser muito diferente do filme, a leitura é cativante, primeiro por se tentar comparar com o filme e ao mesmo tempo se tentar encontrar o fio da meada da história, que tem várias mudanças de rumo a medida que novos personagens entram na trama e conforme Bourne vai descobrindo fatos de sua vida antes da perda da memória. Mas como essas lembranças vem aos poucos, algumas interpretações são feitas dentro de contextos errados, o que acarreta mudanças profundas nas ações dele. O livro vale a leitura. Nos próximos meses pretendo comprar os demais livros sobre Bourne, apesar de que tenho certeza que estes se afastam ainda mais dos filmes, visto que alguns fatos são totalmente conflitantes, exemplo do Conklin, assassinado no final do primeiro filme mas vivinho no final do livro, enquanto que o Abbot foi assassinato no meio do livro mas se suicidou no segundo filme.

O terceiro livro foi uma surpresa, pois fui numa livraria comprar um livro para a faculdade da mãe do meu filho mais velho e eles tinha uma promoção, 10% de desconto se comprasse dois livros, então resolvi comprar um para mim. Passeando pelas estantes, uma lombada me chamou a atenção, parecendo um papel velho enfeitado com uma cruz de malta vermelha. Uma breve olhada no título remeteu a onda de livros que veio depois de O Código Da Vinci de Dan Brown, todos com a mesma temática, um segredo oculto que pode destruir a igreja. O texto na contra-capa indicava isso claramente: “…os dois iniciam a busca de um segredo que, se revelado, abalará os pilares fundamentais do cristianismo“. Mas a mesma contra-capa me chamou a atenção para algumas diferenças, como o fato de que o roubo inicial foi realizado no Metropolitan Museum de Nova York, por quatro mascarados, montados a cavalo e vestidos de templários. Isso é algo bem criativo!

Assim resolvi arriscar e comprei o livro O Último Templário de Raymond Khoury (Ediouro Publicações, 2006). Lendo o livro, as semelhanças de enredo com O Código Da Vinci são claras. Lá estão o mocinho, um agente do FBI e a mocinha, uma arqueóloga. Um religioso assassino. Um cardeal que deseja manter algo em segredo. Viagens para locais históricos. Um documento que provaria que Jesus era um homem comum. Segredos escondidos em locais históricos, agora na Turquia.

No entanto, apesar dessas semelhanças, o autor consegue prender a atenção na história. Parte ele consegue com um recurso bem interessante, capítulos curtos, são 85 em 475 páginas, o que faz com que a história se desenrole com rapidez ao tempo em que cria o desejo de ler o próximo, para saber o que acontecerá em seguida. Então, apesar da grande semelhança de roteiro com O Código Da Vinci, a leitura deste livro vale a pena.

Uma curiosidade sobre o autor e o livro acima com relação ao tema de adaptações de livros para o cinema. Nas referências ao escritor é informado que este é o primeiro romance dele e que ele trabalha como roteirista em Londres e Los Angeles, então fui pesquisar sobre ele no IMDB e lá consta o seguinte: “Writer: 1. “The Last Templar” ( 2008 ) TV mini-series (pre-production) (novel) (screenplay)“. Ou seja, vem ai uma mini-série para a TV, baseada no livro e roteirizada pelo próprio autor. Mesmo considerando que já mudaram o sobrenome do agente do FBI, será que vai ficar fiel ao original?

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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