Blog do Zoltral

26/09/2010

Corrigindo erro de formato no subdocumento content.xml de uma planilha do OO Calc

Filed under: Software, Tutorial — Tags:, , , , — Zoltral @ 12:39

Eu controlo o meu orçamento doméstico com uma planilha do OpenOffice Calc.

Ontem, quando fui abrir o arquivo para incluir as movimentações do dia, recebi uma mensagem de erro, após a qual o Calc não abria o arquivo. A mensagem foi “Foi encontrado um erro de formato no arquivo do subdocumento content.xml em 2,163484“.

Pesquisando no Google, encontrei várias informações, mas nenhuma com a solução completa e na maioria dos casos a advertência de que quase com certeza, o arquivo estaria corrompido e totalmente perdido.

No entanto, fui a luta e consegui reverter o problema, tornando o arquivo totalmente utilizável novamente.

Vamos ao passo a passo no Linux, mas antes, para o caso de cometer um erro e aumentar o estrago, é melhor trabalhar com uma cópia da planilha problemática.

1 – Abrir o documento .ods em um gerenciador de pacotes. No meu caso o Gerenciador de Pacote do Gnome.
2 – Extrair o arquivo content.xml.
3 – Abrir o arquivo content.xml com um editor que reconheça xml. Usei o Bluefish.
4 – Localizar o ponto de erro, aqui era linha 2, coluna 163484.
5 – Analisar e corrigir o erro.
6 – Salvar e sair do arquivo.
7 – Com o Gerenciador de Pacotes, incluir o content.xml corrigido no arquivo .ods, substituindo o errado que estava no pacote.

Está pronto.

Atenção: Na explicação abaixo faltam os sinais de maior que (tecla Shit + .) e menor que (tecla Shift + ,), pois o WordPress os interpreta como comando, assim não consigo exibir eles no texto. Quando analizar o arquivo content.xml as tags ficam claras.

No meu caso, quando fui analizar o arquivo, encontrei a tag “ext:p /text:p“. A abertura da tag estava truncada. Corrigi para “text:p /text:p“.
Fiz os passos 6 e 7 mas quando executei o arquivo apareceu um novo erro em 2,163495.
Refiz os passos 1 até 5 e encontrei um novo erro, a tag de fechamento “/table:table-cell” sem a tag de abertura. Analisei uma tag de abertura do “table:table-cell” anterior no arquivo e cheguei a conclusão de que não teria como repetir a abertura com os parâmetros corretos, então eliminei o “text:p /text:p /table:table-cell“.

Ao final disso, meu arquivo do orçamento doméstico voltou a funcionar normalmente

17/02/2010

Prompt do terminal personalizado II

Filed under: Linux, Tutorial — Tags:, , , , — Zoltral @ 01:57

Eu tinha o prompt do meu terminal personalizado, conforme este post.

No entanto, desde que migrei para o ArchLinux ele não funciona mais.

Assim, procurei e encontrei outro bash script que personaliza o prompt.

O prompt ficou assim agora:

De Diversos

Usei a dica daqui: http://bbs.archlinux.org/viewtopic.php?id=84386

Editado em 22/06/2010:

Apesar do link acima, achei por bem colocar o passo a passo aqui também.

1 – Salve o código no final deste post com o nome de .zer0prompt no seu diretório home.
2 – edite o arquivo .bashrc, comentando a linha PS1 e insira o código a seguir:

source ~/.zer0prompt
zer0prompt
unset zer0prompt

Código do arquivo .zer0prompt:
#!/bin/bash
#
# zer0prompt
# By: Wes Brewer [zer0]
# Last updated: Nov 8, 2009
#
# Credit for ideas/info: Phil!'s ZSH Prompt, Bashish, TERMWIDE prompt
# Bash Prompt Howto
#
# Usage: Add the follwing lines to your ~/.bashrc file
# source ~/.zer0prompt
# zer0prompt
# unset zer0prompt
#
#### user config ####
#
## set colour theme
# options -- cyan, blue, green, red, purple, yellow, black, white, none
zpcl="cyan"
#
## set info colours
# colour ref -- http://www.gilesorr.com/bashprompt/howto/c333.html#AEN335
zi1="\[33[1;32m\]" # user@host:tty
zi2="\[33[1;35m\]" # current path
zi3="\[33[1;33m\]" # time
zi4="\[33[1;31m\]" # exit status
zi5="\[33[1;32m\]" # user identifier ($ or #)
#
## set time format
# options -- 12, 24, 12s, 24s
zptm="12"
#
## set line graphics to use
zg1="─"; zg2="┌"; zg3="└"; zg4="┤"; zg5="├"; zg6=">"; zg7="|"
#zg1="-"; zg2="+"; zg3="+"; zg4="|"; zg5="|"; zg6=">"; zg7="|"
#
#
#### code ####
# Use bash builtin checkwinsize option for terminals which fail to properly
# set the $COLUMNS variable. (bug workaround)
shopt -s checkwinsize
#
# if root user then colour user@host info and user identifier red.
[ "${UID}" = 0 ] && zi1="\[33[1;31m\]" && zi5="\[33[1;31m\]"
#
# This function is run at every prompt update, keeping our variables updated.
# Bash's PROMPT_COMMAND option handles this (see end of this function).
function pre_prompt {
# show exit code of last failed command
ZEXIT="${?}"
[ "$ZEXIT" = "0" ] && ZEXIT=""
#
ZPWD=${PWD/#$HOME/\~} # sorten home dir to ~
#
# set length of our important info
local infolength="$(whoami)@$(hostname):$(basename $(tty))$ZPWD"
# set length of our graphics
local gfxlength=23
#
# construct ZFILL size to fill terminal width (minus info/gfx lengths).
local fillsize
let fillsize=${COLUMNS}-${gfxlength}-${#infolength}
ZFILL=""
while [ "$fillsize" -gt "0" ]; do
ZFILL="$ZFILL$zg1"
let fillsize=${fillsize}-1
done
#
# determine how much to truncate ZPWD, if ZFILL can't shrink anymore.
if [ "$fillsize" -lt "0" ]; then
local cut=3-${fillsize} # some tricky math, 3-(-number)=+number
ZPWD="...${ZPWD:${cut}}"
fi
}
PROMPT_COMMAND=pre_prompt
#
# This function tells bash how to draw our prompt
function zer0prompt {
local zc0="\[33[0m\]" # clear all colors
local zc1="\[33[1;37m\]"
local zc2="\[33[0;37m\]"
#
# set colour theme
if [ "$zpcl" = "cyan" ]; then
local zc3="\[33[1;36m\]"; local zc4="\[33[0;36m\]"
elif [ "$zpcl" = "blue" ]; then
local zc3="\[33[1;34m\]"; local zc4="\[33[0;34m\]"
elif [ "$zpcl" = "green" ]; then
local zc3="\[33[1;32m\]"; local zc4="\[33[0;32m\]"
elif [ "$zpcl" = "red" ]; then
local zc3="\[33[1;31m\]"; local zc4="\[33[0;31m\]"
elif [ "$zpcl" = "purple" ]; then
local zc3="\[33[1;35m\]"; local zc4="\[33[0;35m\]"
elif [ "$zpcl" = "yellow" ]; then
local zc3="\[33[1;33m\]"; local zc4="\[33[0;33m\]"
elif [ "$zpcl" = "black" ]; then
local zc3="\[33[1;30m\]"; local zc4="\[33[0;30m\]"
elif [ "$zpcl" = "white" ]; then
local zc3="\[33[1;37m\]"; local zc4="\[33[0;37m\]"
else # no colour
local zc3=""; local zc4=""; local zc1=""; local zc2=""
zi1=""; zi2=""; zi3=""; zi4=""; zi5=""
fi
#
# set time format
if [ "$zptm" = "24" ]; then
local ZTIME="\A"
elif [ "$zptm" = "12s" ]; then
local ZTIME="\T"
elif [ "$zptm" = "24s" ]; then
local ZTIME="\t"
else
local ZTIME="\@"
fi
#
# set titlebar info if xterm/rxvt
case $TERM in
xterm*|rxvt*)
local TITLEBAR='\[33]0;\u (\w) [${COLUMNS}x${LINES}]07\]';;
*)
local TITLEBAR="";;
esac
#
# prompt
PS1="${TITLEBAR}\
$zc1$zg2$zg1$zc3$zg1$zc4$zg1$zg4$zi1\u@\h:\l$zc4$zg5$zg1$zc2$zg1$zg1$zc4\
\$ZFILL$zc3$zg1$zg1$zg1$zg1$zc1$zg1$zg1$zg1$zc3$zg1$zg1$zc4$zg1$zg4$zi2\
\$ZPWD$zc4$zg5$zg1$zc2$zg1
$zc3$zg3$zc4$zg1$zg4$zi3$ZTIME$zc4$zg7$zi5\\\$$zc4$zg5$zi4\
\$ZEXIT$zc2$zg1$zc3$zg6$zc0 "
#
# continuation prompt
PS2="$zc3$zg3$zc4$zg1$zg4$zi5\\\$$zc4$zg5$zc2$zg1$zc3$zg6$zc0 "
}

03/01/2010

3D no Gnome, sem Compiz

Filed under: Gnome, Linux, Software, Tutorial — Tags:, , , , , — Zoltral @ 23:31

Normalmente, para os efeitos 3D funcionarem, se utiliza o Compiz.

No entanto, existe como fazer os efeites 3D do Gnome funcionarem sem o Compiz.

Basta ativar o compositing_manager do Metacity.

Claro que não vai ter o cubo girante para impressionar as visitas, mas vai ter janelas com sombra e transparência real.

Como fazer?

Tecle Alt+F2 e digite gconf-editor na caixa de diálogo.

Vá no caminho Apps > metacity > general.

Procure e ative o compositing_manager.

Pronto, Já está resolvido e funcionando.

Fonte: Blog Down-Linux

28/12/2009

Segurança no Linux: procurando RootKit e configurando o firewall

Regularmente, procuro a existência de rootkits no meu Linux. Para isso utilizo o chkrootkit. No entanto, ontem, encontrei um artigo no blog do Corvolino fazendo referência a um outro programa, chamado rkhunter, que o Hugo Dória, usuário experiente em segurança e Linux, defendeu como sendo melhor que o chkrootkit.

Porque procurar rootkit em seu Linux? Porque rootkits são indicativos de que seu Linux foi invadido, estando com a segurança comprometida e seus arquivos e informações estão correndo perigo.

Veja a definição de rootkit pelo Hugo Dória em um artigo no Viva o Linux:
Rootkits são ferramentas utilizadas, geralmente, com o objetivo de ocultar a presença de invasores nas máquinas. Com essas ferramentas alguém não-autorizado, mas que já conseguiu entrar na máquina, pode ter controle sobre a máquina e nem ser notado.

Muitos rootkits acompanham uma gama de binários (como o ls, ps, who, find etc) modificados para que os processos rodados pelo invasor não possam ser vistos pelo administrador da máquina. Além disso, muitos vírus atuais utilizam rootkits.

Assim, seguindo o tutorial do Hugo Doria, instalei e executei o rkhunter.

Os passos são:

  • Instalar ele através do programa de instalação de sua distribuição, via synaptic no caso do meu Ubuntu, caso não esteja instalado ainda.
  • Atualizar a base de propriedades dos arquivos
  • rkhunter --propupd

  • Atualizar a base do rkhunter
  • rkhunter --update

  • Executar o rkhunter, como root
  • rkhunter -c
    ou
    rkhunter --check

    O rkhunter vai listar suas ações no terminal e algumas vezes vai pedir para teclar ENTER.

    Agora basta prestar atenção as mensagens de WARNING na cor vermelha, analisando a ocorrência. O log final ficará no arquivo /var/log/rkhunter.log.

    Abra este arquivo como root com seu editor de textos favorito. Aqui foi:
    sudo gvim /var/log/rkhunter.log

    Se houver algum comprometimento da máquina, pesquise na internet para procurar algum método de limpeza ou então reinstale o seu Linux.

    No meu caso, tive alguns WARNING. Pesquisando descobri que eram apenas falso-positivos que podem ocorrer. Normalmente eles aparecem no final da checagem e do log.
    Veja o exemplo abaixo:
    [23:24:29] Warning: Suspicious file types found in /dev:
    [23:24:29] /dev/shm/pulse-shm-1746895747: data
    [23:24:30] Checking for hidden files and directories [ Warning ]
    [23:24:30] Warning: Hidden directory found: /etc/.java
    [23:24:30] Warning: Hidden directory found: /dev/.static
    [23:24:30] Warning: Hidden directory found: /dev/.udev
    [23:24:30] Warning: Hidden directory found: /dev/.initramfs

    Estes falso-positivos são conhecidos, estando inclusive já mencionados no arquivo de configuração do rkhunter que está em /etc/rkhunter.conf. Mas estas referências vem por padrão comentadas. Para acabar com os falso-positivos, como root, abra este arquivo com o seu editor de texto favorito e descomente as linhas que fazem referência a eles.

    Para as referências Hidden directory found, procure a seção abaixo:

    # Allow the specified hidden directories.
    # One directory per line (use multiple ALLOWHIDDENDIR lines).
    #
    ALLOWHIDDENDIR=/etc/.java
    ALLOWHIDDENDIR=/dev/.udev
    #ALLOWHIDDENDIR=/dev/.udevdb
    #ALLOWHIDDENDIR=/dev/.udev.tdb
    ALLOWHIDDENDIR=/dev/.static
    ALLOWHIDDENDIR=/dev/.initramfs
    #ALLOWHIDDENDIR=/dev/.SRC-unix

    Para a referência ao pulse, procure a seção abaixo:

    # Allow the specified files to be present in the /dev directory,
    # and not regarded as suspicious. One file per line (use multiple
    # ALLOWDEVFILE lines).
    #
    #ALLOWDEVFILE=/dev/abc
    ALLOWDEVFILE=/dev/shm/pulse-shm-*

    Feito isto, os falso-positivos desaparecerão. Agora, se aparecer algum WARNING, então é um rootkit.

    Feito a verificação e não constatando nenhum rootkit instalado, é hora de ter certeza que o firewall está dando conta do trabalho de evitar invasões.

    Para isso, a melhor ferramenta que conheço é o guarddog. Entenda melhor neste contexto como a mais fácil

    Para a configuração do Guarddog, segui este tutorial, com algumas modificações:

    Abra o guarddog:
    sudo guarddog

    Configure no assistente dele, na aba Protocol, o seguinte:

  • chat – habilitar os serviços que você usar – msn, irc, jabber, etc;
  • data serve – habilite cddb e freedb (para consultar dicionários online), ntp se seu Linux atualiza a hora do computador pela internet;
  • file transfer – imprescindível habilitar https e http (cuidado aqui para não deixar de habilitar se não você não tem internet) e todos os serviços de troca de arquivo que você usar como bittorrent, edonkey, fasttrack, ftp, gnutella;
  • games – habilite as opções se você for um jogador e escolha o game do tipo quake, etc…;
  • interactive session – só habilite o ipp, se você precisa usar o cups (pois é pré-requisito para poder usá-lo);
  • mail – habilite pop3 e smtp (para receber e enviar e-mails), apenas se usar o email do provedor. Se usar apenas webmail (gmail, hotmail, etc), não precisa;
  • media – marcar ambos por padrão (caso você precise usar);
  • miscellaneous – habilite o pgp key server para a autenticação de chaves criptográficas;
  • network – habilite o dns para ter acesso a internet;
  • user defined – deixe em branco, a não ser que você defina alguma regra particular que você irá criar;
  • Pronto, seu Linux está limpo e seguro.

    Referências utilizadas antes, durante e depois da utilização do rkhunter e do guarddog e também para escrever este artigo:

    Procure RootKit em seu LINUX !
    Procurando rootkits no seu sistema
    RKhunter log file
    Firewall Guarddog: Configuração Básica
    Firewall guarddog

    08/10/2009

    Prompt do terminal personalizado

    Filed under: Linux, Tutorial — Tags:, , , , , , , — Zoltral @ 01:26

    Edição em 17/02/2010: Este script parou de funcionar na migração para o ArchLinux. Agora uso este aqui.

    Para quem usa Linux, uma hora ou outra acaba tendo que usar linha de comando em um terminal.

    Infelizmente, por ser em modo texto, o uso do terminal pode provocar estragos no sistema, se você não souber oque está fazendo ou principalmente, onde está fazendo.

    Já a alguns anos*, personalizei o prompt do meu terminal, para que o mesmo mostre o horário e o diretório presente.

    O terminal fica assim:

    De Diversos

    O código para conseguir este efeito é o seguinte:
    # Cores
    Vermelho="\[\33[31m\]"
    Verde="\[\33[32m\]"
    Amarelo="\[\33[33m\]"
    Ciano="\[\33[36m\]"
    Branco="\[\33[37m\]"
    Normal="\[\33[0m\]"
    ColorBold="\[\33[1;39m\]"
    # Prompt
    export PS1="$ColorBold$Verde[\t]$Amarelo[\w]\n$Ciano\u@\h $Vermelho\$ $Normal"
    export PS2="\h> "

    Este código deve ser inserido no arquivo .bashrc no diretório do usuário.

    * A primeira vez que disponibilizei este código foi em 2006, no Viva o Linux.

    02/10/2009

    Portal pessoal

    Filed under: Linux, Software, Tutorial, Ubuntu — Tags:, , , , , — Zoltral @ 22:16

    A internet trouxe ao alcance de alguns cliques, todo o conhecimento necessário para a realização de quase qualquer coisa que imaginemos.

    Basta acessarmos o mecanismo de busca preferido de cada um (o meu é o Google) e pesquisar. Mas nem sempre o que procuramos esta nos primeiros links que aparecem. Isso nos demanda tempo, visitando diversos links até encontrarmos oque queremos.

    Pior ainda, quando temos que procurar algo que encontramos antes, precisamos mais uma vez e não encontramos facilmente. Ficamos com aquela sensação de porque “não salvei o link” ou “porque não salvei a página com as informações”.

    Pensando nesse caso, sempre tive a mania de clicar no menu Arquivo/Salvar do navegador e salvar a página inteira em uma pasta chamada Manuais.

    Infelizmente, um outro problema surgiu. Como encontrar o que se está procurando, dentro de uma pasta que tem 128 arquivos .html mais 64 pastas com conteúdo interno?

    Mas por que toda essa lamentação? Porque a alguns dias eu precisei da mesma informação que eu já precisei a tempos atrás. Encontrei naquela vez, sabia que existia, mas precisei gastar tempo pesquisando novamente.

    Ficou óbvio que eu precisava organizar a bagunça urgentemente.

    Com essa experiência em mente, resolvi colocar ordem na bagunça da minha pasta de Manuais, não organizando ela, até porque acho que seria perda de tempo. Mas sim, juntando as informações em um único local.

    A decisão foi de montar um servidor web de forma local, no meu computador, organizando as informações.

    No primeiro momento pensei em um Wiki. Pois já tive uma experiência anterior com Wiki, em um outro projeto pessoal. Mas infelizmente não foi fácil instalar, configurar, manter e atualizar. Quanto troquei o Fedora pelo Ubuntu, não consegui instalar o Wiki novamente e acabei perdendo o trabalho feito. Como era apenas um hobby, não foi traumatizante.

    Mas agora, como decidi juntar minha base de manuais, tutorias, artigos e dicas, não queria correr o risco de perder o trabalho feito.

    Assim, a minha decisão foi por um servidor web local, apresentando um portal pessoal com páginas estáticas, com todas as informações facilmente acessíveis.

    Por que páginas estáticas? Porque se ocorrer algum problema, basta descompactar o backup e tudo estará funcionando normalmente.

    Com isso decidido, parti para instalar e configurar tudo.

    Primeiro passo: o servidor web. Toda distribuição Linux normalmente tem o Apache prontinho para ser instalado, no entanto eu acho que ele é muito para o pretendido. Assim minha escolha recaiu sobre um pequeno servidor web que já utilizei anteriormente, para testar minha antiga home page, que eu mencionei neste post.

    É o Abyss Web Server, da empresa Aprelium. Existem duas versões, a Professional Editon X2 paga e a Personal Edition X1 free. O executável da versão free tem apenas 1,3 MB e quando em execução consome menos de 8 MB de RAM. Neste momento está consumindo 7912 KB.

    Segundo passo: o editor html. Esse nem pensei em pesquisar. Eu gosto do Bluefish.

    Terceiro passo: escolher um template free e bonito para colocar no portal. O site justFREEtemplates é um bom local para encontrar templates free. Escolhi o sliced.

    Criei também uma página padrão onde basta colocar no corpo, o título e o texto de meu interesse e então linkar direto numa página com índice alfabético.

    Para terminar, criei um pequeno script que coloquei no meu desktop, apenas para iniciar o servidor web.

    Código do script:

    #!/bin/bash
    cd /home/arquivos/paulo/abyssws/
    ./abyssws

    Depois ainda resolvi dar uma incrementada no visual, adicionando algumas funcionalidades.

    1 – A data estelar atual
    2 – Um calendário
    3 – Um relógio
    4 – A previsão do tempo de Curitiba

    Depois de tudo pronto, o meu portal pessoal ficou assim.

    Página inicial:

    De Diversos

    Índice dos manuais:

    De Diversos

    Uma página do manual.

    De Diversos

    Agora é só ir adicionando as coisas importantes. O legal é que comecei a colocar no portal as coisas que estavam na pasta Manuais e descobri que muitas coisa já estão ultrapassadas, se tornando inúteis. Só estão ocupando espaço no HD.

    Quando terminar de migrar tudo que for importante, vou simplesmente deletar a pasta.

    Edição em 24/12/2009.

    Alterei o tema do meu Portal Pessoal.
    As novas telas são estas aqui.

    Página inicial do meu Portal Pessoal:

    De Diversos

    Página do menu de Manuais do meu Portal Pessoal:

    De Diversos

    Página de um manual do meu Portal Pessoal:

    De Diversos

    31/07/2009

    Configurar o Ubuntu para assistir DVD

    Filed under: Linux, Tutorial, Ubuntu — Tags:, , , — Zoltral @ 01:17

    Continuando na linha de tutoriais do Ubuntu.

    Só ontem me deparei com um problema. Até então, não tinha tentado assistir nenhum DVD no Ubuntu e quando fui assistir, não funcionou.

    Fui direto no Synaptic para verificar as bibliotecas padrão para DVD, libdvdnav, libdvdread e libdvdcss2 e surpresa, a libdvdcss2 não estava por lá.

    Uma passada pelo Fórum Ubuntu-BR, mais especificamente neste tópico e meus problemas foram resolvidos.

    A resolução do problema passa por instalar o repositório Medibuntu e instalar os pacotes necessários.

    Os passos são estes aqui:

    1 – Instalando o repositório Medibuntu:
    sudo wget http://www.medibuntu.org/sources.list.d/jaunty.list –output-document=/etc/apt/sources.list.d/medibuntu.list

    2 – Instalando a chave do repositório:
    sudo apt-get update && sudo apt-get install medibuntu-keyring && sudo apt-get update

    3 – Instalando as bibliotecas necessárias:
    sudo apt-get install libdvdcss2 w32codecs

    Depois disso, o VLC passou a ler DVD sem problema.

    30/07/2009

    Otimizando os arquivos do profile do Firefox

    Filed under: Software, Tutorial, Ubuntu — Tags:, , — Zoltral @ 01:04

    Seguindo a idéia inicial de juntar neste blog diversas dicas para os programas que eu uso, segue uma sobre a otimização dos arquivos do profile do Firefox.

    Vi esta dica neste artigo aqui.

    O Firefox, a partir da versão 3.0, passou a guardar os favoritos, histórico e muitas outras coisas em arquivos .sqlite. Infelizmente, com o acréscimo e exclusões de informações, esses arquivos acabam ficando fragmentados internamente.

    A dica a seguir executa uma espécia de defragmentação nesses arquivos .sqlite.

    O tutorial é o seguinte:

    1 – Instalar o sqlite3.
    sudo aptitude install sqlite3

    2 – Via terminal, acessar a pasta do Firefox no seu /home
    cd ~/.mozilla/firefox/nome_doido.default

    3 – Digite a linha abaixo no terminal, depois feche o Firefox e só então aperte o ENTER para executar o comando.
    for i in *.sqlite; do sqlite3 $i vacuum; done

    No meu perfil, o tamanho do diretório passou de 167700 para 159432 Kb. Isso deve deixar o Firefox um pouco mais rápido na inicialização, pois tem menos coisas para ler.

    Observação: O passo 1 é para o Ubuntu. Se usar a dica em outra distribuição, verificar qual é o comando correto para instalar o programa, bem como ver se o nome do pacote está correto.

    05/07/2009

    Colocando ícones no desktop do Ubuntu

    Filed under: Linux, Software, Tutorial — Tags:, , — Zoltral @ 17:19

    Uma das primeiras coisas que ví de diferente entre o Fedora e o Ubuntu, é que este, por padrão, não exibe os ícones do Computador, Pasta Pessoal e Lixeira no desktop.

    Como eu prefiro ter estes ícones no Desktop, pesquisei sobre a forma de exibir os mesmo e encontrei este artigo aqui, que resolveu o caso na hora.

    No artigo tudo está bem explicado, inclusive com imagens das telas, mas o resumo é o seguinte:

    1 – Aperte Alt+F2
    2 – Digite gconf-editor
    3 – Clique duas vezes em apps > nautilus > desktop
    4 – Marque a caixa de seleção relativa a cada um dos ícones desejados

      - computer_icon_name –> Icone do Computador
      - home_icon_name –> Icone da Pasta Pessoal
      - network_icon_name –> Icone do Servidor de Rede
      - trash_icon_name –> Icone da Lixeira

    04/07/2009

    Placa PlayTV MPEG2 no Ubuntu 9.04

    Filed under: Linux, Tutorial, Vídeo — Tags:, — Zoltral @ 21:32

    Complementando meu post anterior sobre a configuração da placa de captura de vídeo PlayTV MPEG2 no Fedora 9, segue as instruções para a configuração no Ubuntu 9.04.

    1 – Criar um arquivo de nome captura.conf no diretório /etc/modprobe.d/
    2 – Alterar as permissões do arquivo com o comando:
    chmod 644 captura.conf
    3 – Inserir a seguinte linha no arquivo captura.conf:
    options bttv card=37 tuner=39 radio=1

    Pronto, basta reiniciar o Ubuntu que a placa vai estar funcionando corretamente.

    Editado em 06/11/2009:
    A T E N Ç Ã O
    Pelo menos no meu computador, esta configuração do 9.04 não funciona no 9.10. Se alguém souber resolver o problema, por favor, me diga.

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