Blog do Zoltral

26/09/2010

Corrigindo erro de formato no subdocumento content.xml de uma planilha do OO Calc

Filed under: Software, Tutorial — Tags:, , , , — Zoltral @ 12:39

Eu controlo o meu orçamento doméstico com uma planilha do OpenOffice Calc.

Ontem, quando fui abrir o arquivo para incluir as movimentações do dia, recebi uma mensagem de erro, após a qual o Calc não abria o arquivo. A mensagem foi “Foi encontrado um erro de formato no arquivo do subdocumento content.xml em 2,163484“.

Pesquisando no Google, encontrei várias informações, mas nenhuma com a solução completa e na maioria dos casos a advertência de que quase com certeza, o arquivo estaria corrompido e totalmente perdido.

No entanto, fui a luta e consegui reverter o problema, tornando o arquivo totalmente utilizável novamente.

Vamos ao passo a passo no Linux, mas antes, para o caso de cometer um erro e aumentar o estrago, é melhor trabalhar com uma cópia da planilha problemática.

1 – Abrir o documento .ods em um gerenciador de pacotes. No meu caso o Gerenciador de Pacote do Gnome.
2 – Extrair o arquivo content.xml.
3 – Abrir o arquivo content.xml com um editor que reconheça xml. Usei o Bluefish.
4 – Localizar o ponto de erro, aqui era linha 2, coluna 163484.
5 – Analisar e corrigir o erro.
6 – Salvar e sair do arquivo.
7 – Com o Gerenciador de Pacotes, incluir o content.xml corrigido no arquivo .ods, substituindo o errado que estava no pacote.

Está pronto.

Atenção: Na explicação abaixo faltam os sinais de maior que (tecla Shit + .) e menor que (tecla Shift + ,), pois o WordPress os interpreta como comando, assim não consigo exibir eles no texto. Quando analizar o arquivo content.xml as tags ficam claras.

No meu caso, quando fui analizar o arquivo, encontrei a tag “ext:p /text:p“. A abertura da tag estava truncada. Corrigi para “text:p /text:p“.
Fiz os passos 6 e 7 mas quando executei o arquivo apareceu um novo erro em 2,163495.
Refiz os passos 1 até 5 e encontrei um novo erro, a tag de fechamento “/table:table-cell” sem a tag de abertura. Analisei uma tag de abertura do “table:table-cell” anterior no arquivo e cheguei a conclusão de que não teria como repetir a abertura com os parâmetros corretos, então eliminei o “text:p /text:p /table:table-cell“.

Ao final disso, meu arquivo do orçamento doméstico voltou a funcionar normalmente

17/02/2010

Prompt do terminal personalizado II

Filed under: Linux, Tutorial — Tags:, , , , — Zoltral @ 01:57

Eu tinha o prompt do meu terminal personalizado, conforme este post.

No entanto, desde que migrei para o ArchLinux ele não funciona mais.

Assim, procurei e encontrei outro bash script que personaliza o prompt.

O prompt ficou assim agora:

De Diversos

Usei a dica daqui: http://bbs.archlinux.org/viewtopic.php?id=84386

Editado em 22/06/2010:

Apesar do link acima, achei por bem colocar o passo a passo aqui também.

1 – Salve o código no final deste post com o nome de .zer0prompt no seu diretório home.
2 – edite o arquivo .bashrc, comentando a linha PS1 e insira o código a seguir:

source ~/.zer0prompt
zer0prompt
unset zer0prompt

Código do arquivo .zer0prompt:
#!/bin/bash
#
# zer0prompt
# By: Wes Brewer [zer0]
# Last updated: Nov 8, 2009
#
# Credit for ideas/info: Phil!'s ZSH Prompt, Bashish, TERMWIDE prompt
# Bash Prompt Howto
#
# Usage: Add the follwing lines to your ~/.bashrc file
# source ~/.zer0prompt
# zer0prompt
# unset zer0prompt
#
#### user config ####
#
## set colour theme
# options -- cyan, blue, green, red, purple, yellow, black, white, none
zpcl="cyan"
#
## set info colours
# colour ref -- http://www.gilesorr.com/bashprompt/howto/c333.html#AEN335
zi1="\[33[1;32m\]" # user@host:tty
zi2="\[33[1;35m\]" # current path
zi3="\[33[1;33m\]" # time
zi4="\[33[1;31m\]" # exit status
zi5="\[33[1;32m\]" # user identifier ($ or #)
#
## set time format
# options -- 12, 24, 12s, 24s
zptm="12"
#
## set line graphics to use
zg1="─"; zg2="┌"; zg3="└"; zg4="┤"; zg5="├"; zg6=">"; zg7="|"
#zg1="-"; zg2="+"; zg3="+"; zg4="|"; zg5="|"; zg6=">"; zg7="|"
#
#
#### code ####
# Use bash builtin checkwinsize option for terminals which fail to properly
# set the $COLUMNS variable. (bug workaround)
shopt -s checkwinsize
#
# if root user then colour user@host info and user identifier red.
[ "${UID}" = 0 ] && zi1="\[33[1;31m\]" && zi5="\[33[1;31m\]"
#
# This function is run at every prompt update, keeping our variables updated.
# Bash's PROMPT_COMMAND option handles this (see end of this function).
function pre_prompt {
# show exit code of last failed command
ZEXIT="${?}"
[ "$ZEXIT" = "0" ] && ZEXIT=""
#
ZPWD=${PWD/#$HOME/\~} # sorten home dir to ~
#
# set length of our important info
local infolength="$(whoami)@$(hostname):$(basename $(tty))$ZPWD"
# set length of our graphics
local gfxlength=23
#
# construct ZFILL size to fill terminal width (minus info/gfx lengths).
local fillsize
let fillsize=${COLUMNS}-${gfxlength}-${#infolength}
ZFILL=""
while [ "$fillsize" -gt "0" ]; do
ZFILL="$ZFILL$zg1"
let fillsize=${fillsize}-1
done
#
# determine how much to truncate ZPWD, if ZFILL can't shrink anymore.
if [ "$fillsize" -lt "0" ]; then
local cut=3-${fillsize} # some tricky math, 3-(-number)=+number
ZPWD="...${ZPWD:${cut}}"
fi
}
PROMPT_COMMAND=pre_prompt
#
# This function tells bash how to draw our prompt
function zer0prompt {
local zc0="\[33[0m\]" # clear all colors
local zc1="\[33[1;37m\]"
local zc2="\[33[0;37m\]"
#
# set colour theme
if [ "$zpcl" = "cyan" ]; then
local zc3="\[33[1;36m\]"; local zc4="\[33[0;36m\]"
elif [ "$zpcl" = "blue" ]; then
local zc3="\[33[1;34m\]"; local zc4="\[33[0;34m\]"
elif [ "$zpcl" = "green" ]; then
local zc3="\[33[1;32m\]"; local zc4="\[33[0;32m\]"
elif [ "$zpcl" = "red" ]; then
local zc3="\[33[1;31m\]"; local zc4="\[33[0;31m\]"
elif [ "$zpcl" = "purple" ]; then
local zc3="\[33[1;35m\]"; local zc4="\[33[0;35m\]"
elif [ "$zpcl" = "yellow" ]; then
local zc3="\[33[1;33m\]"; local zc4="\[33[0;33m\]"
elif [ "$zpcl" = "black" ]; then
local zc3="\[33[1;30m\]"; local zc4="\[33[0;30m\]"
elif [ "$zpcl" = "white" ]; then
local zc3="\[33[1;37m\]"; local zc4="\[33[0;37m\]"
else # no colour
local zc3=""; local zc4=""; local zc1=""; local zc2=""
zi1=""; zi2=""; zi3=""; zi4=""; zi5=""
fi
#
# set time format
if [ "$zptm" = "24" ]; then
local ZTIME="\A"
elif [ "$zptm" = "12s" ]; then
local ZTIME="\T"
elif [ "$zptm" = "24s" ]; then
local ZTIME="\t"
else
local ZTIME="\@"
fi
#
# set titlebar info if xterm/rxvt
case $TERM in
xterm*|rxvt*)
local TITLEBAR='\[33]0;\u (\w) [${COLUMNS}x${LINES}]07\]';;
*)
local TITLEBAR="";;
esac
#
# prompt
PS1="${TITLEBAR}\
$zc1$zg2$zg1$zc3$zg1$zc4$zg1$zg4$zi1\u@\h:\l$zc4$zg5$zg1$zc2$zg1$zg1$zc4\
\$ZFILL$zc3$zg1$zg1$zg1$zg1$zc1$zg1$zg1$zg1$zc3$zg1$zg1$zc4$zg1$zg4$zi2\
\$ZPWD$zc4$zg5$zg1$zc2$zg1
$zc3$zg3$zc4$zg1$zg4$zi3$ZTIME$zc4$zg7$zi5\\\$$zc4$zg5$zi4\
\$ZEXIT$zc2$zg1$zc3$zg6$zc0 "
#
# continuation prompt
PS2="$zc3$zg3$zc4$zg1$zg4$zi5\\\$$zc4$zg5$zc2$zg1$zc3$zg6$zc0 "
}

16/01/2010

Conky – auto-inicialização no Gnome

Filed under: Gnome, Linux, Software — Tags:, , , — Zoltral @ 15:20

Para que o Conky inicialize automaticamente no Gnome, é preciso criar um script e incluir este na inicialização do Gnome.

Primeiro, criar um arquivo oculto na pasta /home, chamado .conky_start.sh com o seguinte conteúdo:
#!/bin/sh
sleep 30 && conky;

Dar permissão de execução para ele:
chmod +x .conky_start.sh

Adicionar este script a inicialização em Sistemas -> Preferências -> Aplicativos de Sessão, usando o caminho completo /home/usuário/./.conky_start.sh e está pronto.

Na pŕoxima inicialização, 30 segundos após o Gnome carregar, o Conky será executado. Se quiser mudar o tempo de espera, altere o valor de sleep 30 no arquivo criado.

Monitorando o computador com o Conky

Filed under: Fedora, Linux, Software — Tags:, , , , , , , , — Zoltral @ 14:54

Em 2008 publiquei este post sobre monitoração do computador, onde apresentei vários programas que realizam esta atividade.

Na apresentação dos programas, informei que tive problemas na visualização do Conky e que o Gkrellm funcionava perfeitamente.

Mas isso foi enquanto eu utilizava o Compiz como gerenciador 3D. A alguns dias, troquei o gerenciador 3D, passando a utilizar o gerenciador do Metacity.

Depois dessa troca, passei a ter problema no visual do Gkrellm. Não que ele não funcionasse. Ele continua trabalhando direito. Ocorre que utilizo o Gkrellm com um tema transparente e ele passou a apresentar uma sombra, atrapalhando a transparência.

Assim, desativei o Gkrellm e passei a testar o Conky. E ele funcionou direito.

Decidi então substituir em o Gkrellm pelo Conky como programa padrão para o monitoramento do meu computador.

Passei então a mexer na configuração do Conky, que fica no arquivo .conkyrc no diretório /home do usuário.

Após muitos testes, cheguei a uma configuração que considero a ideal para mim, que pode ser vista na imagem abaixo.

De Diversos

Abaixo está o meu .conkyrc:

background yes
use_xft yes
xftfont HandelGotD:size=8
xftalpha 0.5
update_interval 1.0
total_run_times 0
own_window yes
own_window_type override
own_window_transparent yes
own_window_hints undecorated,below,sticky,skip_taskbar,skip_pager
double_buffer yes
minimum_size 170 5
maximum_width 190
draw_shades no
draw_outline no
draw_borders no
draw_graph_borders yes
default_color aaaaaa
default_shade_color red
default_outline_color green
alignment top_right
gap_x 5
gap_y 18
no_buffers yes
uppercase no
cpu_avg_samples 2
override_utf8_locale yes

TEXT
${color gray}
${font Zekton:style=Bold:pixelsize=20}${alignc}${time %H:%M:%S}${font Zekton:size=8}
${font Zekton:style=Bold:pixelsize=14}${alignc}${time %A - %D}${font Zekton:size=8}

${font Mono:size=8}${execpi 60 DJS=`date +%_d`; cal | sed '1d' | sed '/./!d' | sed 's/$/ /' | fold -w 21 | sed -n '/^.\{21\}/p' | sed 's/^/${alignc} /' | sed /" $DJS "/s/" $DJS "/" "'${color red}'"$DJS"'${color}'" "/}

SYSTEM ${hr 2}
${font Zekton:style=Bold:pixelsize=14}${alignc}$nodename${font Zekton:size=8}
${voffset 2}${font Zekton:style=Bold:size=12}#!${font} CrunchBang Linux ${alignr}08.10.01
${font OpenLogos:size=60} ${alignc} N${font}
${alignc} Kernel: ${kernel}

${cpubar cpu0 8,90}${color gray}
${cpubar cpu1 8,90}${color gray}
${color lightgrey}CPU0: $color ${freq cpu0} Mhz $alignr${color lightgrey} Usage:$color ${cpu cpu0} %
${cpugraph cpu0 FF9900 FF0000}
${color lightgrey}CPU1: $color ${freq cpu1} Mhz $alignr${color lightgrey} Usage:$color ${cpu cpu1} %
${cpugraph cpu1 FF9900 FF0000}
RAM: $memperc% ${alignr}${membar 8,100}
SWAP: $swapperc% ${alignr}${swapbar 8,100}
Uptime: ${alignr}${uptime}

MAIOR USO CPU ${hr 2}
$alignr CPU% MEM%
${top name 1}$alignr${top cpu 1}${top mem 1}
${top name 2}$alignr${top cpu 2}${top mem 2}
${top name 3}$alignr${top cpu 3}${top mem 3}

MAIOR USO MEM ${hr 2}
$alignr CPU% MEM%
${top_mem name 1}$alignr${top_mem cpu 1}${top_mem mem 1}
${top_mem name 2}$alignr${top_mem cpu 2}${top_mem mem 2}
${top_mem name 3}$alignr${top_mem cpu 3}${top_mem mem 3}

HD ${hr 2}

/: $alignr ${fs_used /} / ${fs_size /} ($alignr${fs_free_perc /}%)
${fs_bar 4 /}
/home: $alignr ${fs_used /home/} / ${fs_size /home} ($alignr${fs_free_perc /home}%)
${fs_bar 4 /home}
/arquivos: $alignr ${fs_used /home/arquivos} / ${fs_size /home/arquivos} ($alignr${fs_free_perc /home/arquivos}%)
${fs_bar 4 /home/arquivos}
#/windows: $alignr ${fs_used /windows} / ${fs_size /windows} ($alignr${fs_free_perc /windows}%)
#${fs_bar 4 /windows}
HD I/O
${diskiograph /dev/sda6 009900 009900}

NETWORK ${hr 2}${color}

Down ${downspeed eth0} k/s ${alignr}Up ${upspeed eth0} k/s
${downspeedgraph eth0 25,90 FF3300 FF3300} ${alignr}${upspeedgraph eth0 25,90 FF6600 FF6600}
Total ${totaldown eth0} ${alignr}Total ${totalup eth0}

Precisei instalar duas fontes extras para ficar com o Conky assim. A Zekton para o visual e a OpenLogos para exibir o símbolo do Fedora.

A OpenLogos possui uma grande quantidade de logos de distribuições e de linguagens de programação.

Para a fonte Zekton acentuar corretamente, precisei alterar o atributo override_utf8_locale para yes no .conkyrc.

Baixei as duas fontes do site dafont.com.

Editado em 16/01/2010: A lista completa de variáveis do Conky você encontra aqui.

03/01/2010

3D no Gnome, sem Compiz

Filed under: Gnome, Linux, Software, Tutorial — Tags:, , , , , — Zoltral @ 23:31

Normalmente, para os efeitos 3D funcionarem, se utiliza o Compiz.

No entanto, existe como fazer os efeites 3D do Gnome funcionarem sem o Compiz.

Basta ativar o compositing_manager do Metacity.

Claro que não vai ter o cubo girante para impressionar as visitas, mas vai ter janelas com sombra e transparência real.

Como fazer?

Tecle Alt+F2 e digite gconf-editor na caixa de diálogo.

Vá no caminho Apps > metacity > general.

Procure e ative o compositing_manager.

Pronto, Já está resolvido e funcionando.

Fonte: Blog Down-Linux

Adeus Ubuntu. Bom retorno Fedora.

Filed under: Fedora, Linux, Ubuntu — Tags:, , , — Zoltral @ 23:19

A alguns meses, migrei do Fedora para o Ubuntu, por problemas ocorridos na instalação da última versão do Fedora.

No entanto, durante este período de utilização do Ubuntu, encontrei diversos pequenos problemas.

Este final de semana, aproveitando o feriado, fui dar uma incrementada no visual do Ubuntu, no entanto algum dos temas instalados acabou com a minha configuração pessoal do Gnome.

Apaguei os diretórios do meu /home e reiniciei o Ubuntu. O Gnome voltou, mas claro que com muitas diferenças, pois ele carregou a sua configuração padrão.

No entanto, algumas coisas vieram fora do previsto e não consegui fazer ele funcionar direito.

Assim, pelo acúmulo de pequenos problemas que ocorreram desde o início, mais o deste final de semana, decidi abandonar o Ubuntu.

Num primeiro momento, pensei em trocar pelo ArchLinux ou até mesmo retornar ao Slackware, mas no final escolhi voltar ao Fedora.

Com uma nova imagem ISO de instalação baixada e gravada, foi questão de menos de meia hora para estar com o Fedora novamente instalado e perfeitamente funcional.

Adeus Ubuntu. Apesar dos probleminhas, foi bom enquanto durou.

Bom retorno Fedora!

28/12/2009

Segurança no Linux: procurando RootKit e configurando o firewall

Regularmente, procuro a existência de rootkits no meu Linux. Para isso utilizo o chkrootkit. No entanto, ontem, encontrei um artigo no blog do Corvolino fazendo referência a um outro programa, chamado rkhunter, que o Hugo Dória, usuário experiente em segurança e Linux, defendeu como sendo melhor que o chkrootkit.

Porque procurar rootkit em seu Linux? Porque rootkits são indicativos de que seu Linux foi invadido, estando com a segurança comprometida e seus arquivos e informações estão correndo perigo.

Veja a definição de rootkit pelo Hugo Dória em um artigo no Viva o Linux:
Rootkits são ferramentas utilizadas, geralmente, com o objetivo de ocultar a presença de invasores nas máquinas. Com essas ferramentas alguém não-autorizado, mas que já conseguiu entrar na máquina, pode ter controle sobre a máquina e nem ser notado.

Muitos rootkits acompanham uma gama de binários (como o ls, ps, who, find etc) modificados para que os processos rodados pelo invasor não possam ser vistos pelo administrador da máquina. Além disso, muitos vírus atuais utilizam rootkits.

Assim, seguindo o tutorial do Hugo Doria, instalei e executei o rkhunter.

Os passos são:

  • Instalar ele através do programa de instalação de sua distribuição, via synaptic no caso do meu Ubuntu, caso não esteja instalado ainda.
  • Atualizar a base de propriedades dos arquivos
  • rkhunter --propupd

  • Atualizar a base do rkhunter
  • rkhunter --update

  • Executar o rkhunter, como root
  • rkhunter -c
    ou
    rkhunter --check

    O rkhunter vai listar suas ações no terminal e algumas vezes vai pedir para teclar ENTER.

    Agora basta prestar atenção as mensagens de WARNING na cor vermelha, analisando a ocorrência. O log final ficará no arquivo /var/log/rkhunter.log.

    Abra este arquivo como root com seu editor de textos favorito. Aqui foi:
    sudo gvim /var/log/rkhunter.log

    Se houver algum comprometimento da máquina, pesquise na internet para procurar algum método de limpeza ou então reinstale o seu Linux.

    No meu caso, tive alguns WARNING. Pesquisando descobri que eram apenas falso-positivos que podem ocorrer. Normalmente eles aparecem no final da checagem e do log.
    Veja o exemplo abaixo:
    [23:24:29] Warning: Suspicious file types found in /dev:
    [23:24:29] /dev/shm/pulse-shm-1746895747: data
    [23:24:30] Checking for hidden files and directories [ Warning ]
    [23:24:30] Warning: Hidden directory found: /etc/.java
    [23:24:30] Warning: Hidden directory found: /dev/.static
    [23:24:30] Warning: Hidden directory found: /dev/.udev
    [23:24:30] Warning: Hidden directory found: /dev/.initramfs

    Estes falso-positivos são conhecidos, estando inclusive já mencionados no arquivo de configuração do rkhunter que está em /etc/rkhunter.conf. Mas estas referências vem por padrão comentadas. Para acabar com os falso-positivos, como root, abra este arquivo com o seu editor de texto favorito e descomente as linhas que fazem referência a eles.

    Para as referências Hidden directory found, procure a seção abaixo:

    # Allow the specified hidden directories.
    # One directory per line (use multiple ALLOWHIDDENDIR lines).
    #
    ALLOWHIDDENDIR=/etc/.java
    ALLOWHIDDENDIR=/dev/.udev
    #ALLOWHIDDENDIR=/dev/.udevdb
    #ALLOWHIDDENDIR=/dev/.udev.tdb
    ALLOWHIDDENDIR=/dev/.static
    ALLOWHIDDENDIR=/dev/.initramfs
    #ALLOWHIDDENDIR=/dev/.SRC-unix

    Para a referência ao pulse, procure a seção abaixo:

    # Allow the specified files to be present in the /dev directory,
    # and not regarded as suspicious. One file per line (use multiple
    # ALLOWDEVFILE lines).
    #
    #ALLOWDEVFILE=/dev/abc
    ALLOWDEVFILE=/dev/shm/pulse-shm-*

    Feito isto, os falso-positivos desaparecerão. Agora, se aparecer algum WARNING, então é um rootkit.

    Feito a verificação e não constatando nenhum rootkit instalado, é hora de ter certeza que o firewall está dando conta do trabalho de evitar invasões.

    Para isso, a melhor ferramenta que conheço é o guarddog. Entenda melhor neste contexto como a mais fácil

    Para a configuração do Guarddog, segui este tutorial, com algumas modificações:

    Abra o guarddog:
    sudo guarddog

    Configure no assistente dele, na aba Protocol, o seguinte:

  • chat – habilitar os serviços que você usar – msn, irc, jabber, etc;
  • data serve – habilite cddb e freedb (para consultar dicionários online), ntp se seu Linux atualiza a hora do computador pela internet;
  • file transfer – imprescindível habilitar https e http (cuidado aqui para não deixar de habilitar se não você não tem internet) e todos os serviços de troca de arquivo que você usar como bittorrent, edonkey, fasttrack, ftp, gnutella;
  • games – habilite as opções se você for um jogador e escolha o game do tipo quake, etc…;
  • interactive session – só habilite o ipp, se você precisa usar o cups (pois é pré-requisito para poder usá-lo);
  • mail – habilite pop3 e smtp (para receber e enviar e-mails), apenas se usar o email do provedor. Se usar apenas webmail (gmail, hotmail, etc), não precisa;
  • media – marcar ambos por padrão (caso você precise usar);
  • miscellaneous – habilite o pgp key server para a autenticação de chaves criptográficas;
  • network – habilite o dns para ter acesso a internet;
  • user defined – deixe em branco, a não ser que você defina alguma regra particular que você irá criar;
  • Pronto, seu Linux está limpo e seguro.

    Referências utilizadas antes, durante e depois da utilização do rkhunter e do guarddog e também para escrever este artigo:

    Procure RootKit em seu LINUX !
    Procurando rootkits no seu sistema
    RKhunter log file
    Firewall Guarddog: Configuração Básica
    Firewall guarddog

    24/12/2009

    Extensões no Google Chrome

    Filed under: Linux, Software, Ubuntu — Tags:, , , , , — Zoltral @ 00:07

    A pouco tempo troquei o navegador Firefox pelo Google Chrome. O principal motivo é a leveza do Chrome, não sendo um devorador de memória como o Firefox.

    Um dos grandes atrativos do Firefox são suas extensões, que foram tema de dois post’s por aqui:
    O primeiro em 21/09/2008 e o segundo em 13/09/2009.

    Por serem úteis, também utilizo extensões no Chrome. No entanto, algumas não tem correspondente para o Chrome, outras eu não utilizava e nem procurei iguais e outras eram apenas enfeites, que também não me preocupei em substituir. Assim, acabei utilizando menos extensões no Chrome, com função igual ou parecida as extensões que utilizo no Firefox.

    No final, de 17 extensões que eu tinha instaladas no Firefox, passei a ter apenas 6 instaladas no Chrome, sendo que uma nem está ativada, estando apenas 5 ativadas.

    De todas as extensões, sinto realmente muita falta de apenas duas, as demais não fazem tanta diferença:

  • Add Bookmark Here – Cria a opção de adicionar um novo favorito diretamente dentro de cada pasta do favorito. No gerenciador padrão é necessário clicar em adicionar e então escolher a pasta onde o favorito será saldo.
  • Veja nesta imagem o comparativo entre a caixa de diálogo do Google Chrome, a direita, e a opção de adição diretamente no menu dos Favoritos do Firefox, a esquerda, marcada em vermelho.

    De Diversos
  • Save Image in Folder, que cria uma opção dentro do menu de contexto, com uma relação de diretórios, salvando diretamente dentro deste.
  • Veja nesta imagem, o comparativo do menu Salvar Imagem no Google Chrome, embaixo, e no Firefox com a extensão Save Image in Folder, em cima.

    De Diversos

    Veja abaixo a relação das extensões existentes no post de 13/09/2009 e a situação atual no Chrome:

  • Add Bookmark Here -> sem substituto
  • Custom Download Manager -> sem necessidade, o gerenciador de downloads do Chrome da conta do trabalho. Ele é o que o gerenciador do Firefox deveria ser e nunca foi.
  • FEBE -> sem substituto
  • FireFTP -> sem uso, nem procurei substituta
  • Fission -> sem substituto
  • FlagFox -> Chrome Fox Flags. Só tem versão para Windows
  • FlashKiller -> FlashBlock – instalada mas não ativada
  • Forecastbar Enhanced -> AniWeather
  • FoxTab -> TooManyTabs for Chrome
  • NoRedirect -> sem substituto
  • Panic Button -> sem substituto
  • Save Image in Folder -> sem substituto – é uma pena, uma extensão muito útil
  • Speed Dial -> versão do Chrome não funciona a contento – desinstalada. Utilizo uma página de lançamento no meu Portal Pessoal
  • Stop-or-Reload Button-> sem necessidade, o Chrome não tem o problema do Firefox
  • TorButton -> sem substituto
  • Undo Closed Tabs Button -> MK UndoCloseTab
  • Extensão que não tinha no Firefox e incluí no Chrome:

  • Google Translate -> Com um simples click em um botão, o Chrome traduz a página que está sendo visitada.
  • Editado em 03/01/2009.
    Estava mexendo em algumas configurações do Gnome, ambiente desktop que utilizo e acabei fazendo cáca. Precisei então apagar alguns diretórios e junto foi o das configurações do Chrome. Cáca dupla. Caprichei!

    Com isso perdi o bookmark do Chrome. Reimportei do Firefox, mas acabei perdendo alguns links que havia adicionado. Com isso senti muita falta da extensão FEBE do Firefox, que criava um backup de tudo que havia nele.

    Para resolver o problema, pelo menos do bookmark, instalei a extensão Xmarks Bookmarks Sync, que permite o sincronismo do bookmark entre diversos navegadores e computadores, por armazenar seu bookmark na web.

    Também senti falta de uma facilidade que havia no Firefox. Navegando na páginas, quando uma tem RSS, o Firefox exibe o ícone do RSS na barra de endereço, bastando um clique nesse ícone para adicionar o RSS da página no Google Reader. O Chrome não tem essa função, mas achei a extensão Google reader RSS Subscriber, que faz exatamente esse trabalho, inclusive adicionando o ícone na barra de endereço.

    Então, a lista atual de extensões no Chrome é a seguinte:

  • AniWeather
  • Google reader RSS Subscriber
  • Google Translate
  • MK UndoCloseTab
  • TooManyTabs for Chrome
  • Xmarks Bookmarks Sync
  • 07/11/2009

    Ubuntu melhor que o Windows 7

    Filed under: Linux, Software, Ubuntu, Windows — Tags:, , — Zoltral @ 11:25

    A revista PC World publicou um artigo onde relaciona 5 motivos pelos quais o Ubuntu Linux é melhor que o Windows 7.

    Leia o artigo e tire suas conclusões.

    Cinco razões que fazem o Ubuntu 9.10 melhor que o Windows 7.

    Eu uso Ubuntu Linux e recomendo.

    02/11/2009

    Salvar vídeo do YouTube no Linux

    Filed under: Linux, Ubuntu, Vídeo — Tags:, , , , , , , — Zoltral @ 16:17

    Muitas vezes, após assistir algm vídeo no YouTube, nós gostariamos de salvar ele no computador, para revermos facilmente quando quisermos.

    Existem inúmeras alternativas para isso, de páginas que criam um link para baixar até plugins para o navegador que se encarregam do trabalho.

    Eu utilizo um plugion no Firefox, chamado DownloadHelper.

    Mas neste final de semana, resolvi fazer um experimento, substituindo o Firefox pelo Google Chrome e um problema que vou ter que contornar é que o Chrome não tem plugins.

    Assim, fiquei sem ter como salvar os vídeos do YouTube. Mas uma pequena pesquisa resolveu o problema de uma forma muito fácil.

    No Firefox e também no Chrome, quando você assiste um vídeo na página do YouTube, este vídeo é armazenado na pasta /tmp do computador com o nome Flash******, onde os 6 * são 6 letras aleatórias.

    Para salvar o vídeo, basta renomear este arquivo, depois que o vídeo carregou 100% e mover ele para a pasta de vídeos do usuário.

    Simples, fácil, rápido e não baixa em duplicidade o arquivo. Não baixa em duplicidade porque nos demais métodos, você baixa o vídeo uma vez para assistir e a página de download ou o plugin do navegador baixa uma segunda vez para salvar no computador. assim, este método de renomear o arquivo temporário diminui o tráfego da internet.

    Edição em 11/12/2009: Saiu o Google Chrome 4, versão Beta, para Linux e agora tem suporte a extensões. Hoje já são mais de 600 extensões. Deve haver uma que salve os vídeos, mas isso já não tem importância para mim. :)

    Posts mais antigos »

    Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

    Seguir

    Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.