Como mencionei em um post anterior, comprei meu primeiro PC em 1995, mas este não foi meu primeiro computador. Anteriormente eu tive um MSX.
Segue então, uma breve história dos computadores que já tive.
Vim morar em Curitiba no final de 1990, passando então a ter contato com os avanços da tecnologia. Principalmente quando andava pelo centro da capital, eu via os maravilhosos computadores pessoais que começavam a aparecer.
Ao mesmo tempo, eu sempre fui um ávido leitor, assim passei a comprar revistas de informática, que aumentaram minha vontade de entrar nesse mundo.
Não lembro bem que ano que foi, acho que foi em 1992, meu sonho era um Gradiente Expert MSX apesar de que eu estava fazendo curso de informática e lá só tinha IBM XT.
Um dia, conversando com um colega, quando falei que pretendia comprar um MSX, ele me disse que tinha um encostado e que estava querendo vender. Depois de alguns minutos de negociação, comprei o computador dele. No final do dia, quando fui pegar na casa dele, uma surpresa. Nós só tinhamos conversado sobre um computador MSX, eu como admirava o Expert, imaginei que era este, mas quando fui pegar, descobri que era um Sharp Hotbit MSX.
Mas tudo bem, era um MSX e agora eu tinha meu próprio computador. Ele tinha a incrível quantidade de 64 KB de memória RAM mais 16 KB de memória de paginação de vídeo. Com o MSX-BASIC carregado ele ficava com 23 KB livres para os programas.
Em seguida, foram meses divertidos, comprando todas as revistas CPU-MSX possíveis, aprendendo a programar no bichinho. Claro que também, rapidamente comprei um drive de disquete para ele, passando assim a poder salvar facilmente os programas que eu fazia, baseado nos artigos das revistas e dos livros que eu comprei.
– MSX com disk drive
– Manual de instruções de Expert Plus
– MSX Guia Técnico de Referência Volume 1
– MSX Guia Técnico de Referência Volume 2
– Assembler para o MSX
– +50 Dicas para MSX
Mas o mundo já estava caminhando para a era do IBM PC. Em 1993 cada unidade da empresa recebeu um computador HP Vectra 286, sem HD, apenas com unidade de disquete. Era uma maravilha de inicializar com o disquete do DOS e depois mudar para os disquetes que tinham o MS Works for DOS.
Mas em 1994 a empresa enviou um IBM PC 386 de 25 MHz para cada unidade. E dois funcionários de cada unidade foram fazer um curso de informática pela empresa. Eu fui um dos dois. Meu curso anterior, em 1992 foi de DOS, Basic, dBase II e Cobol. Neste novo curso, tinhamos Microsoft Windows 3.1, Word 2.0 e Excel 2.0.
Como leitor inveterado, eu estava comprando exemplares mensais da revista PC World. E com tudo isso, o desejo de mudar para um PC ficou maior. Mais ainda, quando em meados de 1995, um colega comprou um 486 DX2 de 66 MHz.
Em agosto de 1995 foi lançado oficialmente o Windows95, muito mais fácil de usar que o 3.1.
Não teve jeito, em novembro de 1995 comprei meu PC 486 DX4-100. Paguei R$ 1.100,00, 11 cédulas de R$ 100,00. A configuração dele era: 8 MB de memória RAM, HD de 640 MB e Windows 3.11. Este a meu pedido, pois ainda não confiava no recem lançado Windows 95.
No mês seguinte, aumentei a memória para 12 MB e coloquei um kit multimídia. Na época, placa de som, leitor de CD e alta-falantes vinham separados. O kit multimídia inclusive foi uma novela. Existia o kit da Sound Blaster, top de linha e mais caro obviamente. E existiam outros mais baratos. Como eu já havia gasto bastante comprando o computador e a memória extra, comprei um kit mais barato.
Como eu já tinha lido todas as colunas de hardware do Laércio Vasconcelos na PC World e a visita do técnico para instalar o kit custava dinheiro, decidi eu mesmo instalar o dito cujo. E ele não funcionou!
Liguei então para a loja de informática, que era de propriedada da esposa de um colega de trabalho e ela ficou de enviar o técnico, com a condição de que se o problema de instalação fosse por erro meu, ela cobraria a visita técnica. Tive que concordar, mas felizmente ele também não conseguiu instalar, declarando que o problema era no kit. Uma semana depois ela me ligou para eu ir buscar o kit novo. Quando cheguei lá, ela me entregou um kit da Sound Blaster. Quando questionei quanto ficava a diferença, ela falou que não custava nada, pois tinha parado de trabalhar com a marca anterior porque tinha tido muito problema com ela. No final, acabei com um kit top de linha pelo custo de um não tão bom.
Em 1996, depois de ver que o Windows 95 estava estável, migrei para ele.
Em seguida eu não comprei um computador novo. Fiz um upgrade no antigo. Troquei a placa mãe e o processador. Comprei um Pentium 200 MMX, mais memória, que junto com a anterior totalizou 96 MB. Para fazer companhia ao HD de 640 MB, comprei um novo de 840 MB, ficando com a incrível quantidade de 1,48 GB. Não lembro bem o ano, só sei que em 1999, quando comecei a pesquisar sobre Linux, eu já estava com essa configuração.
Logo em seguida, comprei um Pentium 3 com 550 MHz, HD de 6,4 GB e 128 MB de RAM. Como já estava usando Linux, o hardware foi escolhido a dedo. Nele só entraram coisas compatíveis com Linux, especialmente o modem, um US Robotics, pois nessa época já existia a internet para os pobres mortais. Claro que com os preços dos pulsos telefônicos, internet era usada entre a meia-noite e 6:00 da manhã durante a semana e nos finais de semana depois das 14:00 horas de sábado até as 6:00 da manhã de segunda, pois nesses horários era cobrado um único pulso por ligação, independente do tempo da mesma.
Inclusive, devido a essa restrição de horário, um dos programas essencias para qualquer usuário de internet era o Getright, um gerenciador de download que você deixava baixando seus programas quando ia dormir e o programava para desligar o computador minutos antes das 6:00 da manhã, evitando o pagamento de pulsos extras.
Em 2001 fui transferido para o interior e levei este computador comigo. Para meu filho de 5 anos de idade, que ficou na capital com a mãe dele, comprei um AMD K6-II 300, para ele usar os joguinhos que gostava, todos da famosa Revista do CD-ROM.
Em 2004 quando retornei para a capital, os computadores ainda eram os mesmos, com a diferença que o P3 tinha ganho mais memória, totalizando 192 MB e um HD de 40 GB para substituir o outro, que queimou devido a uma oscilação de energia. Mas assim que retornei, comprei um Pentium 4 de 2,8 GHz com HD de 40 GB. Com isso, o AMD foi doado e o meu filho ficou com o P3. Ao mesmo tempo, a banda larga via ADSL se popularizou, então contratei a banda larga da BrasilTelecom, única aqui no Paraná na época e coloquei os dois computadores em rede acessando a internet. Acabou o barulho do modem discando.
No início de 2008 comprei o meu computador atual, um Core2Duo E4500 de 2,2 GHz, com 1 GB de RAM e HD de 250 GB. O P3 vendi para uma amiga e o P4 ficou com meu filho.
A configuração atual dos dois computadores:
- Core2Duo E4500 2,2 GHz – 1 GB RAM – HD 250 GB + 160 GB
- Pentium 4 2,8 GHz – 1 GB RAM – HD 40 GB + 80 GB
Hoje em dia, estou com dois computadores bons mas quando analiso essa minha trajetória pelo mundo da informática, muitas vezes fico com saudades da época do MSX. Naquela época o prazer da descoberta era maior. Na era do PC com Windows, os programas já começaram a ficar maiores e mais complexos. Na era MSX era mais divertido.