Blog do Zoltral

Fevereiro 27, 2009

O Último Templário – mini-série para televisão

Arquivado em: Livros, Vídeo — zoltral @ 12:04 am

Em 31 de julho de 2008, neste post aqui, eu comentei sobre a leitura do livro O Último Templário de Raymond Khoury (Ediouro Publicações, 2006) e no último parágrafo eu mencionei a informação do iMDB sobre uma mini-série baseada no livro e adaptada pelo próprio autor deste.
Pois bem, esta semana eu assisti os dois episódios da mini-série.

E a coisa foi como eu já esperava.

As mudanças de personagens foram grandes. Algumas desnecessárias, como a substituição da mãe da mocinha/arqueóloga por um amigo, que representou o papel do palhaço de plantão. Ou então, a mudança da personalidade do agente do FBI, que ficou pareçendo um colegial apaixonado.

Uma grande mudança, que eu não gostei, mas até compreendo que seria mais difícil de filmar, foi a busca de um pergaminho na Turquia. No livro ele está no fundo de um lago de uma hidrelética, o que dificultaria a filmagem, então transportaram tudo para um terreno que foi coberto por lava de uma erupção vulcânica. Uma mudança que não atrapalha a história.

Mas isto levou a uma das duas maiores bizarrices do departamento de efeitos especiais. Ou seria defeitos especiais?

Primeiro, em uma grande planície de lava, a mocinha resolve cavar em um local qualquer. Coincidentemente, exatamente encima de uma casa da antiga aldeia que havia no lugar. Menina de sorte ela! Mas a sorte dela continua. Depois de cair dentro da casa, eles derrubam a porta da casa e encontram um caverna. Seguindo pela caverna, eles chegam a uma grande abôboda, onde está a capela que estavam procurando. Mas pera aí! Como a erupção vulcânica que houve, deixou este grande espaço sem lava? E exatamente sobre a capela. Mas tem mais. Há um buraco no teto da abôboda, por onde entra um quantidade bem grande de luz. Ou seja, se a arqueóloga tive procurado um pouco mais, não precisaria ter cavado tanto.

A segunda bizarrice é sobre as tempestades que ocorrem no Mar Mediterrâneo. Nas duas tempestades que eles mostram. A que afundou a galera dos Templários e a que afundou o navio de pesquisa, as ondas são gigantescas, na ordem de 30 ou 40 metros de altura. Então, por favor, nunca me convidem para um cruzeiro pelo Mediterrâneo.

De bom, a introdução, com os 4 cavaleiros entrando no museu, exatamente como no livro. Um bom momento, para prender o espectador, seja pela ação, seja pelo unisitado da cena. Infelizmente, esse efeito se perde no desenvolvimento da história, que se arrasta. No livro isso era compensado pelos capítulos curtos.

Valeu pela curiosidade, mas só serviu para corroborar a minha opinião de que nenhuma adaptação, seja para cinema, seja para televisão, consegue igualar o conteúdo de um livro.

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