Blog do Zoltral

Julho 31, 2008

Livros que li e também assiti aos filmes

Arquivado em: Livros — Tags:, , — zoltral @ 1:23 pm

Como comentei no post anterior, sempre que fiz a comparação entre um livro e o filme baseado no mesmo, o livro ganha. E a tendência é de que seja sempre assim, exceto quando o livro é uma adaptação explícita do filme, único caso em que o livro perde.

Pensando nesse assunto, resolvi fazer uma lista dos livros que eu já li e que também assisti ao filme. Não existe um regra fixa de primeiro ler o livro e só depois ver o filme. Em muitos casos foi o contrário, assiti o filme e gostei, então fui atrás do livro.

Tenho certeza que a lista não está completa porque enquanto pesquisava sobre o autor de alguns livros que eu não lembrava quem era, acabei lembrando de livros que eu já tinha esquecido. Exemplo do livro/filme Esfera, que só lembrei quando li a lista dos livros do Michael Crichton, que é o autor que mais aparece na lista.

A Identidade Bourne – Robert Ludlum
- Como escrevi no post anterior, o livro mantém a ação, mas a história é bem diferente do filme.

O Quarto Protocolo – Frederick Forsyth
- Um livro da época da guerra fria, que para mim retrata muito bem a organização interna dos serviços de espionagem e contra-espionagem britânicos e soviéticos.

O Senhor dos Anéis – J. R. R. Tolkien
- Um clássico da literatura fantástica, muito bem adaptado para as telas, mas que mesmo assim suprimiu ou alterou partes da trama original.

A Caçada ao Outubro Vermelho – Tom Clancy
- Mais um livro da época da guerra fria, retrata a caçada a um submarino cuja tripulação procura desertar.

O Parque dos Dinossauros – Michael Crichton
O Mundo Perdido – Michael Crichton
- Jurassic Park I e II, os filmes não conseguem recriar o ambiente dos livros, com mudanças que beiram ao ridículo.

Linha do Tempo – Michael Crichton
- Viajem no tempo, voltando para a época medieval. Infelizmente o filme resumiu muita coisa, desde a parte científica da viagem até as ações no passado.

O Enigma de Andrômeda – Michael Crichton
- Um clássico da ficção científica. Li o livro muitos anos depois do filme, então acabei achando os dois legais.

Esfera – Michael Crichton
- Filme e livro meia-boca, mas o final surpreende.

A Casa da Rússia – John le Carré
- Outro da época da guerra fria.

O Nome da Rosa – Umberto Eco
- O filme tem cenas ridículas como o labirinto da biblioteca, com cenas em que os personagens aparecem quase de cabeça para baixo, parecendo cena de desenho animado. Claro que o livro é melhor, inclusive ele apresenta o mapa do labirinto da biblioteca. Muito legal para ler e ir tentando entender o enigma ao mesmo tempo.

O Segredo do Abismo – Orson Scott Card
- O filme apelou mais para a fantasia que para a ficção científica. Ficou uma caricatura do livro.

Duna – Frank Herbert
- O elenco de estrelas, Kyle MacLachlan, Jürgen Prochnow, Patrick Stewart, Max von Sydow, Sean Young e o diretor David Lynch, não conseguiram salvar o filme. Outro que não fez por merecer o livro no qual se baseou.

Eu, Robo – Isaac Asimov
O Homen Bicentenário – Isaac Asimov
- Dois contos que foram pessimamente adaptados.

Leitura

Arquivado em: Livros — Tags:, — zoltral @ 12:26 am

Aproveitando o tempo livre das férias, li dois livros inteiros e terminei um terceiro, cuja leitura estava se arrastando a meses.

Este último é Bucaneiros da América de John Esquemeling, adaptado por Eduardo San Martin (Artes e Ofícios Editora, 2007). O livro entrega o que promete, uma narrativa clássica de histórias de piratas, supostamente escrito por um participante da pirataria. Bem adaptado pelo jornalista Eduardo San Martin, mas que infelizmente não consegue fazer milagre com o texto que foi escrito originalmente em 1684. A leitura até que começou boa, atraindo pela curiosidade, mas conforme se avança no texto, as limitações narrativas começaram a irritar, tornando a leitura difícil.

O segundo livro, cuja compra comentei anteriormente aqui no blog foi A Identidade Bourne, de Robert Ludlum (Editora Rocco, 2000), escrito originalmente em 1998. Só para constar, o filme é de 2002. O livro conta a história de Jason Bourne de um modo muito diferente do que o filme, mas isso eu já esperava, pois até hoje nunca vi um filme que fizesse justiça ao livro em que se baseou e a lista de filmes que vi, baseados em livros que li é bem grande. Infelizmente isso é a norma na indústria do cinema. Até concordo que muitas vezes é difícil adaptar corretamente um livro, mas algumas coisas são exageradas. Como exemplo, no filme, Bourne apronta a maior confusão na embaixada americana em Zurique, mas no livro em nem chega perto da embaixada. É obvio que colocaram essa cena apenas para manter a ação no filme, para não perder o ritmo.

Mas voltando ao livro, exatamente por ser muito diferente do filme, a leitura é cativante, primeiro por se tentar comparar com o filme e ao mesmo tempo se tentar encontrar o fio da meada da história, que tem várias mudanças de rumo a medida que novos personagens entram na trama e conforme Bourne vai descobrindo fatos de sua vida antes da perda da memória. Mas como essas lembranças vem aos poucos, algumas interpretações são feitas dentro de contextos errados, o que acarreta mudanças profundas nas ações dele. O livro vale a leitura. Nos próximos meses pretendo comprar os demais livros sobre Bourne, apesar de que tenho certeza que estes se afastam ainda mais dos filmes, visto que alguns fatos são totalmente conflitantes, exemplo do Conklin, assassinado no final do primeiro filme mas vivinho no final do livro, enquanto que o Abbot foi assassinato no meio do livro mas se suicidou no segundo filme.

O terceiro livro foi uma surpresa, pois fui numa livraria comprar um livro para a faculdade da mãe do meu filho mais velho e eles tinha uma promoção, 10% de desconto se comprasse dois livros, então resolvi comprar um para mim. Passeando pelas estantes, uma lombada me chamou a atenção, parecendo um papel velho enfeitado com uma cruz de malta vermelha. Uma breve olhada no título remeteu a onda de livros que veio depois de O Código Da Vinci de Dan Brown, todos com a mesma temática, um segredo oculto que pode destruir a igreja. O texto na contra-capa indicava isso claramente: “…os dois iniciam a busca de um segredo que, se revelado, abalará os pilares fundamentais do cristianismo“. Mas a mesma contra-capa me chamou a atenção para algumas diferenças, como o fato de que o roubo inicial foi realizado no Metropolitan Museum de Nova York, por quatro mascarados, montados a cavalo e vestidos de templários. Isso é algo bem criativo!

Assim resolvi arriscar e comprei o livro O Último Templário de Raymond Khoury (Ediouro Publicações, 2006). Lendo o livro, as semelhanças de enredo com O Código Da Vinci são claras. Lá estão o mocinho, um agente do FBI e a mocinha, uma arqueóloga. Um religioso assassino. Um cardeal que deseja manter algo em segredo. Viagens para locais históricos. Um documento que provaria que Jesus era um homem comum. Segredos escondidos em locais históricos, agora na Turquia.

No entanto, apesar dessas semelhanças, o autor consegue prender a atenção na história. Parte ele consegue com um recurso bem interessante, capítulos curtos, são 85 em 475 páginas, o que faz com que a história se desenrole com rapidez ao tempo em que cria o desejo de ler o próximo, para saber o que acontecerá em seguida. Então, apesar da grande semelhança de roteiro com O Código Da Vinci, a leitura deste livro vale a pena.

Uma curiosidade sobre o autor e o livro acima com relação ao tema de adaptações de livros para o cinema. Nas referências ao escritor é informado que este é o primeiro romance dele e que ele trabalha como roteirista em Londres e Los Angeles, então fui pesquisar sobre ele no IMDB e lá consta o seguinte: “Writer: 1. “The Last Templar” ( 2008 ) TV mini-series (pre-production) (novel) (screenplay)“. Ou seja, vem ai uma mini-série para a TV, baseada no livro e roteirizada pelo próprio autor. Mesmo considerando que já mudaram o sobrenome do agente do FBI, será que vai ficar fiel ao original?

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