Comprei meu primeiro computador em 1994, que veio com o Windows 3.11 instalado. Em 1995 instalei nele o Windows 95 e em 1998 o Windows 98.
Nessa época eu acessava bastante o IRC e o ICQ.
Sempre fui muito preocupado com segurança, tendo sempre instalado um anti-vírus e até mesmo um firewall.
Em 1998 e 99 os grandes vilões eram os backdoor como o NetBus e Back Orifice.
E em 1999 apesar de todos os meus cuidados, alguem do IRC conseguiu acessar meu computador através de um desses programas backdoor. Comentando com um dos operadores do canal que eu frequentava, ele falou que se eu estivesse usando Linux isso não teria acontecido.
Com esse comentário na mente, resolvi pesquisar sobre esse tal de Linux e descobri que havia vida fora do Windows.
Pensei durante algum tempo e então resolvi testar o tal Linux. No meio de 1999, comprei o Conectiva Guarani 3.0, mas para economizar, comprei apenas o CD, sem manual. Até baixei o The Linux Manual, mas não ajudou muito. Uma semana sofrendo com aquele sistema estranho foi o suficiente. Reinstalei meu conhecido Windows 98.
Mas continuei lendo/pesquisando sobre o Linux. Descobri que ele não era fácil, mas achei que valia a pena dar uma segunda chance. Tive o incentivo de um colega de trabalho que também estava tentando aprender Linux. Ele entrou em um curso e me aconselhou a fazer o mesmo.
Assim, no final de 1999 me matriculei em um curso de Linux na Elaborata, que realizava treinamento autorizado do Conectiva Linux. Assim de novembro de 1999 até o final de janeiro de 2000, aprendi a instalar, configurar e administrar o tal Linux, especialmente o Conectiva 4 que foi usado em todo o treinamento e que os alunos ganharam dois jogos de CD’s.
Guardo até hoje meus 4 certificados do curso (Introdução ao Linux, Administração de Sistemas Linux, Administração de Redes Linux e Administração do Servidor Linux).
Com o Conectiva, passei pelas versões 5, 6, 7 e 8.
No final de 2003, com o decepcionante lançamento do Conectiva 9, resolvi mudar para alguma outra distribuição, sendo que as mais famosas eram a Debian, a Slackware e a Suse.
Primeiro instalei a Debian, mas ela e meu computador não se entenderam. Testei então o Slackware e gostei, principalmente porque nele eu tinha o controle de tudo. No Slackware usei as versão 9.1, 10.0, 10.1, 10.2 e 11.
Em todas as distros, por uma questão de gosto, sempre usei o Gnome, não gostando do KDE. Na versão 10.1, o Gnome foi retirado do Slackware. Mas tudo bem, como haviam muitos outros que também preferiam o Gnome, logo surgiram pacotes extra-oficias para o Slackware.
No entanto, depois de alguns meses esses pacotes extra-oficias começaram a ficar defasados, demorando para serem disponibilizados após alguma atualização do Gnome.
Aliando a essa defasagem do Gnome, eu também comecei a cansar de configurar tudo manualmente. Passei a pensar que o software e o hardware estavam ali para resolverem meus problemas, não para que eu me tornasse escravo deles. Pois era assim que passei a me sentir com as constantes buscas de informações para configurar qualquer coisa nova que eu instava.
Assim, decidi partir novamente para uma distribuição “fácil”. Testei a Mandrake, OpenSuse e Fedora.
Gostei e fiquei então com o Fedora, usando as versões 9, 10 e 11.
Como postei anteriormente, na semana passada mudei para o Ubuntu.
Nesse tempo todo, uma coisa que qualquer usuário Linux deveria ter era um LiveCD, para pode resolver qualquer caca que fosse feita no computador e eu não fugi da regra.
Como LiveCD, usei cinco distribuições: Slax, Litrix, Kanotix, Kurumin e GoblinX, sendo que esta última é a que uso atualmente.
Além destas, tem uma distro LiveCD que sempre uso por ser uma excelente ferramenta, a GParted, cuja especialidade é gerenciamento/recuperação do particionamento de HD’s.
Este é um resumo deste 9 anos e meio em que uso Linux.
Só tenho uma conclusão: não me arrependo de ter entrado no mundo Linux!
PS: Esqueci de mencionar que entre o Slackware e o Fedora eu usei durante algum tempo o Gentoo. Desisti dele quando percebi que o computador passava a maior parte do tempo compilando as atualizações dos programas do que qualquer outra coisa. Só então parti para uma nova busca, que resultou na escolha do Fedora.